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VÍDEO: Entre despedidas e expectativas, passageiros marcam último dia de ferry boat em Guaratuba

Os últimos passageiros a utilizarem o serviço neste domingo lembraram com saudosismo das viagens nas balsas, mas celebraram o novo momento do Litoral com a entrega da ponte
Os últimos passageiros a utilizarem o serviço neste domingo lembraram com saudosismo das viagens nas balsas, mas celebraram o novo momento do Litoral com a entrega da ponte

Redação Nosso Dia

03/05/26
às
18:24

- Atualizado há 7 segundos

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A liberação definitiva do tráfego de veículos pela Ponte de Guaratuba, na manhã deste domingo (3), marcou o fim da operação do ferry boat que fazia a travessia da Baía de Guaratuba há mais de 60 anos. Os últimos passageiros a utilizarem o serviço neste domingo lembraram com saudosismo das viagens nas balsas, mas celebraram o novo momento do Litoral com a entrega da ponte.

O serviço começou na década de 1960 como alternativa para ligar as duas margens, em um período em que o acesso à cidade era limitado. Na época, era preciso passar por Santa Catarina ou utilizar pequenas embarcações voltadas apenas ao transporte de pedestres.

Mesmo com o encerramento da travessia, o contrato de concessão com a empresa responsável segue válido por mais 90 dias. Durante esse período, as áreas de atracagem serão fechadas para a conclusão das obras no entorno da ponte.

De acordo com o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti, o ferry boat deixa de ser necessário com a nova ligação por terra. Ele afirmou que, após mais de seis décadas de funcionamento, o serviço cumpre seu papel e dá lugar a uma nova fase na mobilidade do Litoral.

A primeira embarcação para transporte de veículos na baía entrou em operação em 1960, durante o governo de Moisés Lupion. Feita de madeira, tinha 27 metros de comprimento e 10 de largura, com capacidade para até 12 veículos e cerca de 100 passageiros.

Antes da implantação do ferry boat, o deslocamento era ainda mais difícil. Uma das opções era contornar o trajeto por Garuva, em Santa Catarina, por uma estrada de terra que ficava comprometida em dias de chuva. Também havia travessias feitas por barcos menores.

Com a ponte, que tem 1.240 metros de extensão e recebeu investimento de R$ 400 milhões, a área antes ocupada pelo sistema de travessia terá novo uso. O governo do estado planeja transformar o local em um complexo náutico voltado ao turismo.

O projeto prevê cerca de 12 mil metros quadrados de área construída em um terreno de mais de 30 mil metros quadrados. Entre as estruturas estão uma marina com vagas na água e em seco, estacionamento.

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