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Presidente da Câmara de São José dos Pinhais procura polícia após encontrar rastreador no carro: “Minha vida é muito sem graça”

Wellington contou que, desde fevereiro, passou a receber repetidas notificações no iPhone alertando sobre a presença de um dispositivo Bluetooth desconhecido acompanhando seus deslocamentos
TAG encontrada no pneu do carro do vereador (Foto: Reprodução)
Wellington contou que, desde fevereiro, passou a receber repetidas notificações no iPhone alertando sobre a presença de um dispositivo Bluetooth desconhecido acompanhando seus deslocamentos

Redação Nosso Dia

26/06/26
às
14:37

- Atualizado há 2 segundos

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O presidente da Câmara Municipal de São José dos Pinhais, vereador Professor Wellington Leitão (PSB), revelou que procurou a Polícia Civil após encontrar um dispositivo de rastreamento escondido em uma das rodas do carro que utiliza diariamente. Segundo ele, o equipamento permaneceu no veículo por cerca de quatro meses. A revelação foi feita durante sessão nesta quinta-feira (25).

Wellington contou que, desde fevereiro, passou a receber repetidas notificações no iPhone alertando sobre a presença de um dispositivo Bluetooth desconhecido acompanhando seus deslocamentos.

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“Recebi uma, duas, três notificações. Depois um dos meninos que trabalha comigo também recebeu. Na sexta-feira estávamos em um carro com três iPhones e os três receberam o alerta ao mesmo tempo. Foi aí que resolvemos investigar”, afirmou.

Após pesquisar sobre o aviso, a equipe descobriu que poderia se tratar de um rastreador do tipo tag. Utilizando um aplicativo, eles começaram a procurar a origem do sinal, que apontava para a roda dianteira direita do veículo.

Notificação no iPhone de vereador (Foto: Reprodução)

Na terça-feira, com a ajuda de um mecânico, o equipamento foi localizado e retirado. “Passou a marcar exatamente um ponto da roda e caiu a tag. Esse era o dispositivo que estava no meu carro”, relatou.

O vereador informou que o equipamento foi entregue à Polícia Civil, que agora investiga quem instalou o dispositivo e qual era o objetivo do monitoramento. “Hoje o dispositivo está nas mãos da Polícia Civil. Eu preciso confiar na investigação para tentar descobrir quem colocou ou pelo menos onde ele começou a emitir sinal”, disse.

Decepcionados

Wellington ironizou a situação e disse que quem acompanhou seus passos deve ter ficado decepcionado. “A pessoa que instalou isso no meu carro deve estar à beira de uma depressão. A minha vida é muito sem graça. Eu frequento os mesmos lugares, tenho os mesmos amigos, faço as mesmas coisas de segunda a segunda.”

Ele ainda brincou sobre sua rotina. “Minha rotina é vir para a Câmara, viajar para o interior para ver minha família, ir ao psiquiatra uma vez por mês, ao psicólogo uma vez por semana e frequentar igrejas”, revelou.

Desafio

Em outro momento do discurso, o vereador desafiou o responsável pelo monitoramento a divulgar o que teria descoberto. “Se você for muito homem, revela o segredo que conseguiu achar de mim. Coloca nas redes sociais onde eu fui, o que eu fiz nesses quatro meses. Estou te pedindo.”

Vereador Wellington Leitão (Foto: Reprodução CMC)

Wellington também afirmou que mora há 25 anos no mesmo endereço e ironizou a necessidade de instalar um rastreador para descobrir sua rotina.

“Eu moro há 25 anos na mesma rua, no mesmo endereço. Quem colocou um negócio desse no meu carro é muito burro. Era só perguntar para qualquer pessoa onde eu moro.”

Sem acusação

Apesar do episódio, Wellington afirmou que não pretende fazer acusações sem provas e pediu cautela para que o caso não seja politizado. “Eu não posso ser leviano. Não quero personalizar ninguém, nem pensar que foi fulano, grupo A, B ou C. Enquanto as investigações não apontarem um caminho, não vou acusar ninguém.”

Embora tenha evitado atribuir responsabilidade a qualquer pessoa ou grupo, Wellington Leitão sugeriu que o monitoramento possa ter relação com a disputa pela presidência da Câmara Municipal. O vereador está no último semestre do mandato à frente da Casa e uma nova eleição para a Mesa Diretora será realizada nos próximos meses. Segundo ele deixa a entender, uma das hipóteses é que alguém estivesse tentando encontrar informações que pudessem desestimulá-lo na presidência do Legislativo.

O presidente da Câmara também contou que a sensação de descobrir que foi monitorado por meses foi desconfortável, embora acredite que o objetivo fosse apenas acompanhar sua rotina. “É uma sensação muito ruim saber que você foi monitorado por quatro meses. Qual era o objetivo? Eu não acredito que queriam me fazer algum mal fisicamente. Acho que queriam saber onde eu estava.”

O Portal Nosso Dia pediu uma nota para a Polícia Civil e aguarda um retorno.

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