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“Se a comunidade escolar aprovar, vou implementar”, diz Pimentel sobre 11 escolas que podem se tornar cívico-militares em Curitiba

Juntas, essas escolas atendem cerca de 1,5 mil estudantes, dentro de uma rede municipal que soma aproximadamente 140 mil alunos
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
Juntas, essas escolas atendem cerca de 1,5 mil estudantes, dentro de uma rede municipal que soma aproximadamente 140 mil alunos

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

25/06/26
às
15:40

- Atualizado há 7 segundos

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Onze escolas da rede municipal de Curitiba poderão adotar o modelo cívico-militar. A possibilidade surgiu após a sanção do projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal, em junho deste ano, que estabelece diretrizes para a implantação do programa em escolas que oferecem os Anos Finais do Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano.

Como apenas 11 unidades municipais atendem essa etapa de ensino, elas formam o universo que poderá participar do programa. Juntas, essas escolas atendem cerca de 1,5 mil estudantes, dentro de uma rede municipal que soma aproximadamente 140 mil alunos.

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Questionado nesta quinta-feira (25) sobre declarações feitas durante a campanha eleitoral, quando afirmou que não transformaria escolas municipais em cívico-militares, o prefeito Eduardo Pimentel disse que mantém o compromisso assumido com a população.

Segundo ele, a promessa era de que não haveria mudanças na proposta pedagógica da educação e que o modelo não seria implantado em escolas que atendem alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. “O que eu sempre falei no período eleitoral é que eu não deixaria ter concessões na área pedagógica da educação, e isso eu reafirmo. Também falei que escolas cívico-militares para crianças do primeiro ao quinto ano não irão acontecer”, afirmou.

O prefeito destacou que a eventual implantação não dependerá apenas da sanção da lei, mas da decisão da comunidade escolar de cada unidade. “Não sou eu que vou dizer se vou implementar ou não. É a comunidade escolar, porque precisa passar por uma votação dos pais e mestres. E, se a comunidade escolar aprovar, eu vou implementar”, declarou.

Pimentel também ressaltou que o projeto aprovado pelos vereadores atinge apenas as 11 escolas que oferecem do 6º ao 9º ano, e criticou o que classificou como interpretações equivocadas sobre o alcance da proposta. Caso a comunidade escolar de uma das unidades aprove a adesão ao modelo, a Prefeitura poderá dar início ao processo de implantação da escola cívico-militar.

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