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Mulheres brigam por Neymar estar ou não na Copa e vão parar na delegacia em Curitiba

O caso foi relatado pelo delegado Luiz Carlos de Oliveira durante audiência pública realizada nesta terça-feira (24), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep)
(Foto: Reprodução de vídeo)
O caso foi relatado pelo delegado Luiz Carlos de Oliveira durante audiência pública realizada nesta terça-feira (24), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep)

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

24/06/26
às
13:23

- Atualizado há 54 segundos

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Uma discussão sobre a convocação de Neymar para a Seleção Brasileira terminou na delegacia durante uma partida de futebol em Curitiba. O caso foi relatado pelo delegado Luiz Carlos de Oliveira durante audiência pública realizada nesta terça-feira (24), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que debateu a proposta de ampliação da venda de bebidas alcoólicas em estádios e eventos esportivos.

Contrário ao Projeto de Lei nº 1.156/2025, que pretende autorizar a comercialização de bebidas com graduação alcoólica de até 15% em recintos esportivos, o delegado utilizou o episódio, que aconteceu em um jogo do Coritiba contra o Santos pela Copa do Brasil, para exemplificar situações que, segundo ele, são potencializadas pelo consumo excessivo de álcool.

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De acordo com o relato, duas mulheres discutiam com outras três torcedoras porque um grupo defendia que Neymar seria convocado para a Copa do Mundo, enquanto o outro afirmava que o jogador não estaria na lista da seleção. A discussão se intensificou e quase terminou em quase agressão física dentro do estádio, exigindo a intervenção policial e encaminhamento à delegacia móvel.

“Duas moças contra outras três brigavam porque uma dizia que o Neymar iria para a seleção e a outra dizia que não iria. Em virtude disso, quase se pegaram e foram levadas para a delegacia”, afirmou o delegado durante a audiência.

Segundo ele, todas estavam embriagadas no momento da ocorrência. Luiz Carlos de Oliveira afirmou que o caso demonstra como discussões banais podem se transformar em ocorrências policiais quando há consumo excessivo de álcool.

O delegado relatou ainda que as envolvidas não se conheciam. Eram integrantes de grupos diferentes de torcedores que começaram a discutir durante a partida. “As meninas estavam totalmente embriagadas. O pai de uma delas também estava junto e, segundo foi apurado, já consumia bebida alcoólica desde as quatro horas da tarde para um jogo que começaria às sete da noite”, contou.

Ele lembrou que há uma delegacia instalada nos estádios de Curitiba justamente para atender ocorrências registradas durante as partidas e defendeu a manutenção das restrições atuais para a venda de bebidas alcoólicas.

Audiência debate projeto na Alep

A audiência pública foi convocada pelo deputado estadual Paulo Gomes, presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Paraná.

O encontro discutiu o Projeto de Lei nº 1.156/2025, de autoria do deputado estadual Anibelli Neto, que prevê a liberação da venda e do consumo de bebidas alcoólicas com graduação de até 15% em estádios e outros recintos esportivos.

Caso seja aprovado, além da cerveja, poderão ser comercializados produtos como vinho, espumante, saquê, licores e coquetéis à base de gim e vodka.

Os defensores da proposta argumentam que a medida amplia opções ao consumidor e acompanha modelos já adotados em outros países. Já os críticos sustentam que a mudança pode aumentar os riscos de violência e desordem nos eventos esportivos.

O projeto segue em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná e ainda deverá passar pela análise das comissões antes de ser votado em plenário.

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