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A Polícia Civil do Paraná cumpriu na manhã desta quarta-feira (24) 61 mandados contra uma quadrilha suspeita de atuar na produção, armazenamento e distribuição de drogas para vários estados do país. A operação acontece em 17 cidades de quatro estados e mobiliza mais de 200 policiais.
Ao todo, são 32 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão. As ações ocorrem em cidades do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul.
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Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de suspeitos apontados como responsáveis pela movimentação do dinheiro obtido com o tráfico. O objetivo é impedir que os recursos continuem circulando e enfraquecer a atuação do grupo.
A investigação teve início há cerca de três anos, depois que a Polícia Civil e a Receita Federal encontraram aproximadamente 1,1 tonelada de drogas em uma transportadora de Maringá.
A partir da identificação dos responsáveis pela carga, os investigadores chegaram a um grupo que atuava principalmente na região de Loanda, no Noroeste do Paraná. Com o avanço das apurações, outros envolvidos foram identificados e a estrutura da quadrilha começou a ser revelada.
Segundo a polícia, o grupo era responsável por diversas etapas do esquema, desde a obtenção da droga até a distribuição para diferentes regiões do país.
As investigações apontaram que parte da droga vinha do Mato Grosso do Sul. O grupo também contava com pessoas que adaptavam veículos com compartimentos escondidos para transportar os carregamentos.
Outro ponto identificado foi a travessia da droga pelo Rio Paraná, principalmente na região de Icaraíma. Depois de chegar ao Paraná, os carregamentos eram levados para locais de armazenamento em cidades como Icaraíma e Loanda.
De lá, a droga era enviada para outros estados usando caminhões, carros e até ônibus de linha.
A polícia também identificou suspeitos em São Paulo ligados ao fornecimento dos entorpecentes e integrantes no Rio Grande do Norte que seriam responsáveis pela distribuição da droga na região Nordeste.
Além do tráfico, a investigação apontou a existência de um grupo responsável por movimentar e esconder o dinheiro obtido com a venda das drogas.
Segundo a Polícia Civil, contas bancárias de terceiros eram utilizadas para receber valores das vendas e realizar pagamentos dentro da organização. Empresas e pessoas ligadas ao esquema também teriam ajudado a movimentar os recursos para dificultar a identificação da origem do dinheiro.
A operação segue em andamento e a expectativa é que a Polícia Civil divulgue ao longo do dia o balanço das prisões e apreensões realizadas.
