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A Justiça do Paraná realiza no próximo dia 1º de julho a audiência de instrução do processo que apura a agressão sofrida pela recepcionista Maria Neuzete Batista dentro de um hotel em Curitiba, em março deste ano. A sessão será realizada na 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri e pode representar um passo decisivo para que o acusado, Jhonathan Reynaldo dos Santos, seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Ele permanece preso pelo crime. (Assista ao vídeo abaixo)
Durante a audiência serão ouvidos a vítima, testemunhas e o réu. A fase de instrução tem como objetivo reunir os principais depoimentos e elementos do processo para que o Judiciário avalie se há provas suficientes para a pronúncia do acusado, etapa que antecede um eventual júri popular.
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Jhonathan Reynaldo dos Santos responde pelos crimes de tentativa de feminicídio, tentativa de estupro e fraude processual. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público após as investigações sobre o ataque ocorrido na madrugada de 7 de março.
O caso ganhou grande repercussão após imagens das câmeras de segurança mostrarem a sequência da agressão. Nos vídeos, o suspeito aparece seguindo Maria Neuzete por diferentes áreas da recepção do hotel. Também é possível ouvir os pedidos de socorro da vítima enquanto ela está caída no chão após ser agredida.
Assista ao vídeo:
Segundo as investigações, a recepcionista teria sido atacada após rejeitar investidas do hóspede. Em relato divulgado após o crime, Maria Neuzete afirmou que a violência começou dentro do banheiro do hotel e continuou quando o homem pulou o balcão da recepção para persegui-la.
Ferida, ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Universitário Evangélico Mackenzie. Após receber atendimento médico, teve alta e retornou para casa.
Para o advogado da vítima, Jackson Bahls, a audiência representa um momento importante na busca por justiça. “Maria foi violentamente atacada porque exerceu um direito básico: dizer não. Nenhuma mulher pode ser punida por rejeitar uma abordagem. Esperamos que a instrução confirme aquilo que as provas já apontam e que este caso siga para o Tribunal do Júri. A sociedade precisa dar uma resposta firme a crimes cometidos contra mulheres simplesmente por serem mulheres”, afirmou.
O advogado destaca que o processo ultrapassa a situação individual vivida pela recepcionista e traz à tona uma discussão sobre a violência de gênero. “Não estamos falando apenas da história da Maria. Estamos falando de um recado que precisa ser dado: a violência contra a mulher não pode ser relativizada, minimizada ou esquecida. Quem transforma a rejeição em agressão deve responder por seus atos dentro da forma mais rigorosa prevista pela lei”, completou.
Ao final da audiência de instrução, a Justiça deverá decidir se o acusado será pronunciado e encaminhado para julgamento pelo Tribunal do Júri. A expectativa da assistência da vítima é que a etapa contribua para o esclarecimento definitivo dos fatos e para o avanço do processo em busca da responsabilização do réu. O espaço permanece aberto caso a defesa do suspeito queria se manifestar.