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Freitas diz que não tem nada contra relator da CCJ e tem esperança de não ser cassado

Ao comentar a escolha feita pelo presidente da CCJ, Ademar Traiano (PSD), o petista afirmou que o clima dentro da CCJ demonstraria falta de consenso sobre a legalidade da punição aprovada pelo Conselho de Ética
Freitas em entrevista nesta terça-feira (Foto: Nosso Dia)
Ao comentar a escolha feita pelo presidente da CCJ, Ademar Traiano (PSD), o petista afirmou que o clima dentro da CCJ demonstraria falta de consenso sobre a legalidade da punição aprovada pelo Conselho de Ética

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

19/05/26
às
17:19

- Atualizado há 6 segundos

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A definição do deputado Luiz Fernando Guerra (Novo) como relator do recurso apresentado pela defesa de Renato Freitas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) trouxe “alguma esperança” ao parlamentar petista de evitar a cassação do mandato. Ao comentar a escolha feita pelo presidente da CCJ, Ademar Traiano (PSD), o petista afirmou que o clima dentro da CCJ demonstraria falta de consenso sobre a legalidade da punição aprovada pelo Conselho de Ética.

“A primeira coisa a se observar nessa distribuição de relatoria foi o clima que pesou na CCJ no sentido de que a maioria dos deputados não quis ser relator desse caso justamente porque não acreditam na legalidade e na justeza da medida que se impôs, no caso, a própria cassação”, declarou.

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Segundo o deputado, o fato de Luiz Fernando Guerra não possuir conflitos pessoais com ele pode favorecer uma análise mais técnica do caso. “O deputado Guerra acredito que ao menos não tem nenhuma questão pessoal contra mim e vai poder decidir conforme determina o regimento. Isso nos traz alguma alegria e, claro, alguma esperança”, afirmou.

Renato Freitas voltou a defender que o próprio Código de Ética da Assembleia impediria sua cassação porque o episódio ocorreu fora do exercício do mandato parlamentar. “O regimento da Casa é expresso ao afirmar que o deputado que agredir alguém em exercício da função do mandato poderá ser cassado”, disse.

“O que a lógica nos diz? Que o deputado que eventualmente agride alguém não estando no exercício do mandato não poderá ser cassado”, completou.

O parlamentar afirmou ainda que a discussão deveria permanecer restrita à esfera criminal e não resultar em perda de mandato. “Minha ação é absolutamente particular. Eu não roubei dinheiro público, eu não ameacei agentes públicos em prol de interesses particulares”, declarou.

Questionado sobre o fato de Luiz Fernando Guerra integrar o Novo, partido adversário ideológico do PT, Renato Freitas afirmou que espera uma postura menos radicalizada da direita diante do cenário político nacional. “Espero que, dada essa crise do bolsonarismo, eles fiquem menos fundamentalistas, polarizados, radicalizados e comecem a enxergar as coisas com um pouco mais de nitidez, legalidade e republicanismo”, afirmou.

Apesar disso, Freitas voltou a dizer que entende que o Código de Ética não está sendo respeitado pela Assembleia. “Com certeza absoluta o Código de Ética da Casa não está sendo seguido porque ele é taxativo ao dizer que o parlamentar que se envolver numa briga durante o exercício do mandato poderá ser cassado”, declarou.

O deputado também afirmou acreditar que a CCJ pode reformar a decisão do Conselho de Ética e aplicar uma punição menos severa. “É possível sim que a Comissão de Constituição e Justiça reforme essa decisão da Comissão de Ética determinando uma outra medida menos gravosa do que a cassação justamente por força do regimento”, disse.

Segundo Renato Freitas, esse argumento faz parte do recurso protocolado pela defesa e que será analisado na próxima sessão ordinária da CCJ, marcada para terça-feira.

O parlamentar revelou ainda que conversou pessoalmente com Luiz Fernando Guerra após a definição da relatoria. “Ele disse que não tem absolutamente nada contra a minha pessoa de ordem privada particular e que vai seguir exatamente o que determina o Código de Ética e o regimento da Casa”, afirmou.

“Eu falei pra ele que também não tenho absolutamente nada contra a pessoa dele e espero que a posição dele em relação a mim seja republicana”, concluiu.

O processo contra Renato Freitas teve origem após uma briga registrada em novembro de 2025, na Rua Vicente Machado, no Centro de Curitiba. O Conselho de Ética da Alep aprovou parecer favorável à cassação do mandato por entender que houve quebra de decoro parlamentar. Caso a CCJ aprove a cassação, ela seguirá para votação dos deputados no plenário da Alep.

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