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Freitas diz que não se surpreende com cassação de mandato e que espera reverter apenas no STF

Renato Freitas também disse que o caso envolvendo a briga de rua estaria sendo tratado de forma diferente em comparação a outros episódios envolvendo políticos tradicionais do estado
Freitas em entrevista nesta segunda-feira (Foto: Portal Nosso Dia)
Renato Freitas também disse que o caso envolvendo a briga de rua estaria sendo tratado de forma diferente em comparação a outros episódios envolvendo políticos tradicionais do estado

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

11/05/26
às
16:54

- Atualizado há 25 segundos

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O deputado estadual Renato Freitas (PT) afirmou que não se surpreendeu com a aprovação do pedido de cassação de seu mandato no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e disse acreditar que a decisão poderá ser revertida no Judiciário, mas apenas em tribunais superiores como o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que a decisão faz parte de uma elite latifundiária do Paraná, onde estão englobados todos os poderes do estado

Após a aprovação do parecer favorável à cassação por conta da briga registrada em uma rua do Centro de Curitiba, o parlamentar classificou o processo como um “jogo de cartas marcadas” e afirmou sofrer perseguição política dentro da Assembleia. “Infelizmente surpresa alguma, porque se trata de um jogo de cartas marcadas, porque sou resistência ao poder estabelecido, ao Governo do Paraná, àqueles que têm latifúndio das terras, da mídia, mas principalmente da política”, declarou.

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Renato Freitas também disse que o caso envolvendo a briga de rua estaria sendo tratado de forma diferente em comparação a outros episódios envolvendo políticos tradicionais do estado. “São dois pesos e duas medidas. Imagine eu dizendo que dividi licitação, como Ademar Traiano, confessando um crime, seria preso. Como pobre preto sou, briguei na rua porque ando na rua, sobrevivi na rua. O outro a 190 km/h decapitou duas pessoas porque um herdeiro do poder achou que poderia colocar em risco, sequer foi cassado”, afirmou, ao citar o ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho.

Durante a fala, Freitas afirmou que reagiu durante a confusão por entender que sua filha estaria em risco. “Briguei porque não foi me colocada outra opção, porque se tratava da minha filha, da minha criança. Sou um ser humano falho”, disse.

O deputado ainda criticou integrantes da política e instituições do Paraná, alegando perseguição por parte de setores do poder público. “Nessa decisão eu perderia não só o meu mandato de forma absurda, demonstrando uma perseguição implacável, de quem jurou vingança (Traiano) e agora cumpriu. A gente acredita que só o Judiciário pode ter uma visão menos política dessa situação”, declarou.

Freitas afirmou que sua defesa irá recorrer da decisão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alep e posteriormente na Justiça comum. “As razões jurídicas serão apresentadas à CCJ, mas acredito na Justiça, mas não do Paraná. Acredito no STJ e no STF”, afirmou.

O parlamentar também disse acreditar que enfrenta resistência de grupos políticos tradicionais do estado. “Os poderosos do Paraná, que representam os latifundiários, descendentes de escravocratas, veem um inimigo. Aqui os poderes conversam e tornam hostil a minha pessoa”, declarou.

O Conselho de Ética aprovou o parecer pela cassação relacionado ao episódio da briga de rua envolvendo Renato Freitas e Wesley de Souza Silva, registrado em novembro de 2025. O processo agora segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça da Alep e, posteriormente, poderá ser levado ao plenário da Assembleia Legislativa, onde a decisão final dependerá dos votos dos deputados estaduais.

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