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Deputado denuncia possível “acordão” para livrar Renato Freitas da cassação na Alep

De acordo com o parlamentar, o suposto movimento funcionaria por meio da escolha de um relator alinhado à mudança da penalidade
Renato Freitas e Denian Couto (Fotos: Alep)
De acordo com o parlamentar, o suposto movimento funcionaria por meio da escolha de um relator alinhado à mudança da penalidade

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

18/05/26
às
16:04

- Atualizado há 13 segundos

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O deputado estadual Denian Couto afirmou nesta segunda-feira (12), em entrevista ao Portal Nosso Dia, que existe a possibilidade de um “acordão” para evitar a cassação do mandato do deputado Renato Freitas. Segundo o parlamentar, haveria uma articulação dentro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para converter a punição de cassação em uma sanção mais branda, como perda temporária de prerrogativas parlamentares.

Freitas teve como punição no Conselho de Ética a cassação do mandato. Antes de ir ao plenário para os deputados votarem, a decisão passa pela CCJ, onde poderia acontecer a reviravolta. “Chegou à imprensa e eu vim denunciar a possibilidade de um grande acordão, de um conchavo, de um esquema pra poupar o mandato do deputado Renato Freitas”, declarou.

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De acordo com o parlamentar, o suposto movimento funcionaria por meio da escolha de um relator alinhado à mudança da penalidade. “Na CCJ seria escolhido a dedo um relator cujo comportamento seria o de converter a punição de cassação do mandato, transformaria na perda de prerrogativas. Uma punição branda, leve”, afirmou.

Denian Couto disse ainda que a Alep perderia credibilidade caso a cassação aprovada pelo Conselho de Ética não avance ao plenário. “Se isso acontecer, a Assembleia Legislativa perderá por inteiro total credibilidade junto à população. Não pode haver esquema pra poupar a cabeça do deputado Renato Freitas”, afirmou.

O deputado também defendeu que a decisão final sobre o caso seja tomada pelos parlamentares em plenário. “O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa assim disciplinou e não pode servir a CCJ, ou quem quer que seja, para tentar tirar do plenário o direito dos deputados de dizerem sim ou não ao pedido de cassação”, disse.

Questionado sobre quem seria o possível relator escolhido para o caso na CCJ, Denian Couto afirmou ter suspeitas, mas evitou citar nomes. “Não sei quem é. Eu tenho desconfianças, mas por não saber eu prefiro não declinar o nome”, declarou.

Ele ainda citou o presidente da CCJ, o deputado Ademar Traiano, ao cobrar transparência sobre a escolha do relator. “Quem Ademar Traiano vai escolher? Isso tem que ser perguntado pro Traiano. O que eu sei, e a imprensa está noticiando hoje, é de que haveria um acordo nesse sentido”, afirmou. “O que eu acho é que essa é a pergunta que tem que ser feita pra ele. Ele conhece os membros da CCJ? Ele preside a Comissão de Constituição e Justiça? Diga quem ele vai indicar”, completou.

O processo envolvendo Renato Freitas teve origem após uma briga de rua registrada em novembro de 2025, na Rua Vicente Machado, no Centro de Curitiba. O Conselho de Ética da Alep aprovou parecer favorável à cassação do mandato por entender que houve quebra de decoro parlamentar.

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