Setor cresce impulsionado por mobilidade corporativa, agronegócio e operações sob demanda; terminal em Curitiba consolida-se entre os dez mais movimentados do país na categoria
O Brasil consolidou a sua posição como a segunda maior frota de aviação executiva do mundo, alcançando a marca de 11.239 aeronaves registradas, segundo dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG). O forte avanço do setor gera impactos diretos na movimentação de aeroportos estratégicos do país. É o caso do Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, que registrou um aumento de aproximadamente 47% nas suas operações desde 2022.
Impulsionado pelo crescimento do agronegócio, da logística, da mobilidade corporativa e das operações sob demanda, o setor vive um dos períodos de maior expansão da última década. Dados da ABAG mostram que a frota brasileira de aviação executiva alcançou 11.239 aeronaves, refletindo um crescimento de 6,5% em relação ao período anterior. O grande destaque foi o segmento de jatos executivos, cuja frota avançou 17%.
Além da expansão da aviação executiva como um todo, o mercado de táxi aéreo também segue em crescimento acelerado. Levantamento da ABAG aponta que as 145 empresas brasileiras do segmento operavam 686 aeronaves no segundo semestre de 2025, uma alta de 6,26% em curto período. Segundo a entidade, a frota do táxi aéreo brasileiro já supera, em número de aeronaves, a das companhias aéreas comerciais regulares do país. Em janeiro de 2022, a frota nacional de táxi aéreo era de cerca de 600 aeronaves — pouco mais de dois anos depois, o segmento acumulou crescimento superior a 14%, refletindo a ampliação da demanda por deslocamentos corporativos, fretamentos e operações regionais.
Em Curitiba, o movimento acompanha a expansão nacional. Exclusivo para aviação geral e executiva, o Aeroporto do Bacacheri registrou 33.848 movimentos entre pousos e decolagens ao longo de 2025. A alta é de aproximadamente 47% em relação a 2022, quando a Motiva assumiu a administração do aeródromo e foram contabilizadas 23.021 operações. O desempenho colocou o terminal curitibano entre os dez aeroportos mais movimentados do país na aviação geral, segundo dados do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).
“O Aeroporto do Bacacheri acompanha diretamente o crescimento da aviação de negócios no Brasil. Curitiba possui localização estratégica e uma economia fortemente conectada aos setores industrial, logístico e corporativo, o que amplia a demanda por operações executivas, manutenção aeronáutica e serviços especializados”, afirma Eduardo Schein, gerente do Aeroporto do Bacacheri.
O crescimento também reforça o papel da aviação geral na conectividade regional brasileira. Enquanto a aviação comercial regular atende cerca de 176 localidades, a aviação geral opera em mais de 3.700 aeroportos e aproximadamente 1.365 helipontos em todo o país, segundo a ABAG. Antes associado majoritariamente ao mercado de luxo, o segmento passou a integrar a infraestrutura essencial de mobilidade do país, atendendo demandas corporativas, operações aeromédicas, agronegócio e logística.
No Aeroporto do Bacacheri, estão instaladas dezenas de empresas ligadas à aviação executiva, manutenção aeronáutica e operações de fretamento, incluindo operadores reconhecidos nacionalmente, como a Helisul, Hércules Táxi Aéreo e SyncJet.
Como contratar um serviço de táxi aéreo?
A contratação de voos executivos e serviços de táxi aéreo deve ser feita diretamente com empresas homologadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Antes de fechar um contrato, especialistas recomendam verificar se a operadora possui certificação válida da agência, além de confirmar a regularidade da aeronave, da tripulação e das condições de segurança operacional nos sistemas oficiais da ANAC (como o aplicativo Voe Seguro).
Quanto custa um voo de táxi aéreo?
Os custos variam conforme fatores como distância percorrida, modelo da aeronave, tempo de utilização e disponibilidade operacional. No mercado brasileiro, voos de helicóptero entre Curitiba e o litoral do Paraná costumam variar entre R$5 mil e R$15 mil. Já fretamentos em jatos executivos leves, como o Embraer Phenom 100, para destinos como São Paulo ou Florianópolis, podem custar entre R$8 mil e R$20 mil. Os valores são estimativas de mercado e variam conforme o operador e as características de cada voo.