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Justiça manda fechar indústria têxtil após anos de despejo irregular de efluentes em rio do Paraná

A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR), que também cobra da empresa indenizações por danos ambientais e por dano moral coletivo
Ministério Público do Paraná (Foto: Divulgação)
A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR), que também cobra da empresa indenizações por danos ambientais e por dano moral coletivo

Redação Nosso Dia

10/07/26
às
7:40

- Atualizado há 10 segundos

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A Justiça determinou nesta semana a suspensão imediata das atividades de uma indústria têxtil de Maringá, no norte do Paraná, acusada de despejar efluentes industriais de forma irregular no Ribeirão Floriano, um dos principais cursos d’água da região. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR), que também cobra da empresa indenizações por danos ambientais e por dano moral coletivo.

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Segundo o MP, a investigação começou após um morador denunciar episódios frequentes de poluição no ribeirão. Durante a apuração, foi constatado que a empresa lançava resíduos industriais no curso d’água e acumulava diversas autuações de órgãos ambientais.

De acordo com a Promotoria, a indústria funciona sem licença ambiental e sem autorização para o lançamento de efluentes desde 2019. O Ministério Público afirma ainda que o problema é mais antigo e que, desde 2017, empresas instaladas no mesmo local vêm despejando resíduos em desacordo com as normas ambientais.

Na decisão, a 7ª Vara Cível de Maringá determinou o fechamento imediato da tinturaria e a interrupção do descarte de efluentes no Ribeirão Floriano. O imóvel deverá ser lacrado com apoio do Instituto Água e Terra (IAT), e uma placa informando a decisão judicial será instalada no local.

Caso a ordem seja descumprida, a empresa poderá pagar multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 500 mil.

Segundo o promotor de Justiça Nivaldo Bazoti, as investigações identificaram uma sequência de irregularidades ambientais e o funcionamento da indústria sem as licenças exigidas pelos órgãos competentes, o que motivou o pedido de suspensão das atividades até que a situação seja regularizada.

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