
- Atualizado há 3 minutos
João Guilherme Correa, de 35 anos, condenado pelo assassinato de Bernardo Pedroso e Renata Ferreira, foi preso neste sábado (27) na região de Pavia, próxima à cidade de Milão, na Itália. A captura ocorreu durante uma ação de cooperação entre autoridades italianas e brasileiras, com participação da Polícia Civil do Paraná (PCPR).
O condenado era considerado foragido da Justiça desde que deixou o Brasil dias antes do julgamento em que recebeu pena de 35 anos e dois meses de prisão pelo duplo homicídio ocorrido em 2009, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba.
Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui
Além da condenação pelo assassinato do casal, João Guilherme também possuía outro mandado de prisão preventiva relacionado às investigações por racismo e apologia ao nazismo.
Segundo a Polícia Civil, o preso permanecerá sob custódia das autoridades italianas até a adoção dos procedimentos legais previstos na cooperação internacional, incluindo o pedido de extradição para que cumpra a pena em território brasileiro.
As investigações que levaram à localização do condenado envolveram diligências realizadas pela Delegacia de Polícia de Sarandi. Durante o trabalho policial, foram cumpridos mandados de busca em imóveis ligados a familiares e pessoas próximas ao investigado. Também foram apreendidos aparelhos celulares e reunidos elementos que indicavam que ele havia deixado o Brasil e se estabelecido na Europa.
“As informações obtidas pela equipe de investigação subsidiaram o trabalho de cooperação entre os órgãos de persecução penal, permitindo a localização e a prisão do investigado em território italiano”, explica o delegado da PCPR William Araújo Ribeiro.
O crime ocorreu após uma confraternização realizada em uma chácara de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Conforme a denúncia do Ministério Público do Paraná, Bernardo Pedroso, de 24 anos, e Renata Ferreira, de 21, deixaram o local quando tiveram o veículo interceptado em Quatro Barras. Dois homens armados desceram de outro automóvel e efetuaram diversos disparos contra o casal, que morreu no local.
As investigações apontaram que os homicídios foram motivados por uma disputa pelo comando de um grupo neonazista que atuava no Paraná. O evento realizado antes do crime fazia referência ao aniversário de Adolf Hitler, líder do regime nazista responsável pelo Holocausto, que vitimou cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Outros envolvidos também foram julgados pela Justiça. Jairo Maciel Fisher foi condenado a 32 anos e três meses de prisão, enquanto Ricardo Barollo, apontado como mandante do crime, recebeu pena de 48 anos e nove meses. Rodrigo Motta e Rosana Almeida Oliveira foram absolvidos.
Segundo o G1 Paraná, em nota divulgada por meio do advogado José Carlos Portella Junior, a família de Renata Ferreira afirmou receber com alívio a notícia da prisão e manifestou a expectativa de que João Guilherme seja extraditado ao Brasil para cumprir a condenação imposta pela Justiça.