
- Atualizado há 3 anos
A sessão da Câmara Municipal de Curitiba teve, durante nesta quarta-feira (19), uma discussão entre vereadores sobre a política nas igrejas. Enquanto o vereador Ezequias Barros (PMB) acusou movimentos da esquerda de supostamente invadirem o Instituto de Ensino Luterano de Santa Catarina (IELUSC), em Joinville, Santa Catarina, o vereador Dalton Borba (PDT) criticou um possível uso político da igreja pela direita, referindo-se ao presidente Jair Bolsonaro.

Barros exibiu em plenário um vídeo de suposta invasão do Instituto de Ensino Luterano de Santa Catarina (IELUSC), na noite desta terça-feira (18), em Joinville, Santa Catarina. Grupo de estudantes gritava palavras de ordem “ocupar e resistir”, “os estudantes não aceitam opressão” e “ele não” em ato que protestava contra o afastamento de uma professora que teria ofendido apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.
“Onde isso vai parar? Temos acompanhado muitas situações de intolerância em redes sociais. Maus exemplos têm acontecido com o consentimento do STF”, afirmou o vereador Ezequias Barros, que atribuiu à militância de esquerda esse tipo de conduta.
Para Ezequias Barros (PMB), a animosidade vem tomando conta do país. “É inadmissível. Se a esquerda voltar ao poder me preocupo com os cristãos, evangélicos e católicos”, salientou, afirmando que na hora da suposta invasão um culto era realizado no prédio.
O mesmo assunto foi debatido por Dalton Borba (PDT), que cobrou respeito aos cultos e a toda e qualquer religião. Dirigindo-se a Barros, Borba defendeu que a regra valha para todos. “Não posso deixar de lembrar, ao estimado vereador, que o presidente Bolsonaro entra em cultos religiosos para realizar campanha política tirando, assim, a finalidade de culto”, salientou.