
- Atualizado há 2 anos
Padre João de Fé. Parece ser o perfil de um sacerdotal, mas é mais uma das armadilhas dos golpistas. Se abrir os vídeos da página, vai logo perceber que não existe sincronia labial nenhuma com a narração. É mais uma tentativa de golpistas querendo usar a causa da pequena Yasmin para uma campanha de arrecadação enganosa. A mãe só ficou sabendo por terceiros, porque já é bloqueada pelo perfil. Tudo para dificultar as denúncias.
O perfil tem alcançado pessoas de bom coração para pedir ajuda para a pequena Yasmin. Ao clicar no link destacada na biografia da página, uma nova janela abre com duas opções, uma de voltar ao perfil e a outro pedido ajuda para a pequena. Ao clicar na escolha para ajudar, uma outra página aparece, essa parecendo ser de uma vakinha on-line, mas também não é.
Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui
Fotos são utilizadas para confundir as pessoas, inclusive os comentários são prints de outros endereços. Nada na página funciona, a não ser uma nova opção, a de “doar agora ajude Yasmin”. Outro endereço eletrônico aparece, sempre com a foto da cascavelenses em destaque, copiada de outras páginas. Agora aparecem alternativas de valores diferentes, de R$ 5 a R$ 90. Na sequência vem um formulário para ser preenchido com dados pessoais e a opção de como o usuário prefere fazer a transferência.
Daniele Aparecida Campos, mãe de Yasmin, esclarece que não existe nenhuma campanha em andamento.
Em outra rede social, um perfil falso foi criado também para pedir dinheiro. Outro golpe. A mãe conseguiu monitorar e viu que em poucos dias mais de R$ 1 milhão foi arrecadado. Informação falsa, manipulada para instigar pessoas a colaborarem. Tanto que depois baixou novamente para cerca de R$ 970 mil.
Yasmin continua o tratamento contra um câncer agressivo. Depois de muita batalha ela conseguiu o medicamento Danyelza, que combate um neuroblastoma que a menina de 11 tem. Na próxima semana ela será internada para passar pelo último dos cinco ciclos da medicação.
No primeiro semestre deste ano a família foi surpreendida pela não entrega do medicamento para tratamento da garota. O Governo do Estado depositou quase R$ 2,4 mil para uma empresa de Santa Catarina fazer a importação e a entrega do Danyelza, o que não aconteceu. O processo judicial continua e recentemente os réus foram soltos.
As informações são da Catve.com.