PUBLICIDADE
Curitiba /
DIA A DIA

Aumentam representações contra Eder Borges por fazer arminha em homenagem na Câmara de Curitiba

A reunião do Conselho de Ética foi convocada pelo presidente do colegiado, o vereador Lorens Nogueira (PP), após a apresentação da defesa prévia de Eder Borges
(Foto: Reprodução)
A reunião do Conselho de Ética foi convocada pelo presidente do colegiado, o vereador Lorens Nogueira (PP), após a apresentação da defesa prévia de Eder Borges

Redação Nosso Dia

22/05/26
às
13:43

- Atualizado há 7 segundos

Compartilhe:

O vereador Eder Borges (Novo) passou a enfrentar novas representações no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar (CEDP) da Câmara Municipal de Curitiba após o gesto simulando uma arma de fogo durante uma homenagem realizada no plenário da Casa. O caso é analisado no Processo Ético-Disciplinar (PED) 1/2026, discutido em reunião realizada na manhã desta sexta-feira (22).

O episódio aconteceu durante a Tribuna Livre da sessão do dia 1º de abril e motivou uma sindicância conduzida pela Corregedoria da Câmara. Na ocasião dos fatos, o plenário da Câmara Municipal de Curitiba recebia a presidente do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmuc), Diana Cristina de Abreu. Logo após o encerramento da Tribuna Livre, o parlamentar foi posar junto de membros do Sismmuc e resolveu fazer uma “arminha” com a mão, gesto que já virou uma tradição, um verdadeiro símbolo de identidade entre os seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui

A reunião do Conselho de Ética foi convocada pelo presidente do colegiado, o vereador Lorens Nogueira (PP), após a apresentação da defesa prévia de Eder Borges. Antes da análise da pauta, o presidente informou que a defesa do parlamentar havia solicitado o reagendamento da sessão, pedido que acabou negado.

Segundo o Conselho, o indeferimento ocorreu com base no Código de Ética da Câmara, que prevê que a ausência de advogado não impede a realização dos atos processuais. O colegiado também apontou que não foram apresentados documentos que comprovassem a impossibilidade alegada pela defesa.

Na defesa protocolada, Eder Borges pediu o arquivamento do processo por “ausência de justa causa ético-disciplinar”. O vereador ainda alegou imunidade parlamentar e liberdade de expressão em relação aos atos praticados durante o exercício do mandato.

Durante a reunião desta sexta, o Conselho também confirmou o recebimento de duas novas representações relacionadas ao mesmo episódio. Uma delas foi apresentada pela vereadora Camilla Gonda (PSB) contra Eder Borges. A outra foi protocolada pelo próprio vereador contra as parlamentares Camilla Gonda (PSB), Giorgia Prates (PT) e Vanda de Assis (PT).

Diante da conexão entre os fatos, a Presidência do Conselho determinou que todas as representações sejam anexadas ao PED 1/2026 para tramitação conjunta. As vereadoras agora serão notificadas para apresentar defesa prévia dentro do prazo regimental. Já Eder Borges poderá protocolar manifestação complementar diante da inclusão dos novos elementos no processo.

Após a apresentação das defesas, o Conselho de Ética deverá se reunir novamente para decidir sobre a admissibilidade conjunta das representações.

TÁ SABENDO?

DIA A DIA

© 2024 Nosso dia - Portal de Noticias