
- Atualizado há 52 segundos
O mercado imobiliário de Curitiba encerrou o primeiro trimestre de 2026 consolidando um cenário de crescimento sustentado mesmo diante do atual patamar elevado da taxa Selic. Os números mais recentes apontam que a capital paranaense já ocupa a posição de quarto maior mercado imobiliário vertical do país, com um Volume Geral de Vendas (VGV) acumulado de R$ 8,7 bilhões nos últimos 12 meses, registrando crescimento de 6,4%.
Além do avanço financeiro, um dos principais indicadores observados pelo setor chama atenção: a absorção do mercado. No período analisado, Curitiba comercializou 11.261 unidades, enquanto 11.131 foram lançadas, demonstrando que a cidade vendeu mais imóveis do que colocou no mercado.
Para o engenheiro civil e diretor da Paulo Celles Imóveis, Paulo Henrique Celles, o resultado reforça a maturidade e a solidez do setor imobiliário curitibano.
“Mais do que o crescimento do VGV, o dado mais importante é a absorção. Curitiba demonstra um equilíbrio muito saudável entre oferta e demanda, sem crescimento artificial. O mercado segue sustentado por demanda real, com boa velocidade de vendas e escoamento consistente dos estoques”, afirma.
Segundo Paulo Henrique, o desempenho também revela um ambiente de maior previsibilidade para incorporadores, investidores e desenvolvedores imobiliários, algo considerado estratégico em um segmento de ciclos longos.
“Não basta analisar apenas preço por metro quadrado ou quantidade de lançamentos. O que sustenta um mercado saudável é a combinação entre produto adequado, demanda qualificada, renda compatível e velocidade de absorção. Curitiba vem apresentando exatamente esses fundamentos”, destaca.
O tempo médio de venda dos empreendimentos na capital permanece próximo de 10 meses, indicador considerado equilibrado pelo mercado. Para especialistas do setor, o cenário demonstra que, mesmo em um ambiente de crédito mais restrito, Curitiba mantém capacidade de crescimento consistente sem sinais de superaquecimento.
“Curitiba não é um mercado de euforia. É um mercado de fundamento. E talvez seja justamente isso que faça a cidade continuar crescendo de forma sólida e sustentável”, completa Paulo Henrique Celles.