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Rotina puxada e esperança em nova escola; mãe que recebeu tarefa em branco fala do dia a dia com o filho

A história do garoto passou a ser contada após ela pedir a saída de um Centro Municipal de Educação de Curitiba (CMEI) por falta de acolhimento e receber tarefas em branco do garoto de fevereiro até maio
Geiza Constantino Monteiro e o padrasto, Fernando Monteiro, ao lado de Pedro (Foto: Reprodução)
A história do garoto passou a ser contada após ela pedir a saída de um Centro Municipal de Educação de Curitiba (CMEI) por falta de acolhimento e receber tarefas em branco do garoto de fevereiro até maio

Luiz Henrique de Oliveira

22/05/26
às
15:41

- Atualizado há 8 segundos

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Uma rotina bem puxada de terapias mais escola, agora com a esperança de um novo atendimento educacional. É o que contou ao Portal Nosso Dia Geiza Constantino, mãe do menino Pedro, de 5 anos, que tem paralisia cerebral hemiparesia à direita. A história do garoto passou a ser contada após ela pedir a saída de um Centro Municipal de Educação de Curitiba (CMEI) por falta de acolhimento e receber tarefas em branco do garoto de fevereiro até maio. (O nome do CMEI não será divulgado a pedido da família)

Pedro teve complicações no parto por negligência médica, segundo a mãe. A falta de oxigênio gerou a lesão cerebral. O diagnóstico só foi confirmado depois de 1 ano de vida. Ele tem alguns atrasos motores, na coordenação e na fala, realizando atividades monitoradas.

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Geiza, moradora do bairro Portão, contou que desde o início entendeu que tinha um propósito diferente na maternidade. “Mesmo em tantas dificuldades, eu acredito que Deus olha por nós e que ele nos direciona em tudo que precisamos. Ele nos capacita para conseguirmos exercer essa função. Quando algo acontece e eu me sinto triste, eu lembro quem me fortalece e quem precisa de mim e isso recarrega minhas baterias pra continuar. Tenho orgulho em dizer que sou mãe atípica, pois meu filho é muito especial e amado”, destacou.

Segundo a mãe, hoje, com a ajuda do padrasto, o menino precisa fazer os seguintes acompanhamentos: fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, musicoterapia, psicóloga e libras. “Pedro tem uma rotina bem puxada com as terapias mais escola. Mas isso é necessário pra que consiga se desenvolver e ter autonomia”, disse a mãe.

Além de todas as atividades, a mãe disse que a expectativa é que agora, em um novo CMEI, o acompanhamento escolar seja melhor. “A nova escola se mostrou disposta a incluir o Pedro e adaptar conforme a necessidade dele. Estão incluindo ele nas atividades e trabalhando em conjunto comigo e com os terapeutas para ajudá-lo a avançar”, afirmou.

Mãe viralizou ao mostrar tarefas em branco do filho (Foto: Reprodução de vídeo)

Geiza também comentou a postagem feita por ela e a intensa repercussão, com o relato de mães sobre a dificuldade em adaptar os filhos atípicos ao ambiente escolar. “Acho extremamente necessário falar sobre isso pois muitos pais vivem situações semelhantes, abandono, descaso e preconceito com seus filhos principalmente no ambiente escolar”, ressaltou.

Por fim, a mãe deixou um recado para quem descobre ter um filho atípico. “A maternidade atípica carrega inúmeras incertezas e desafios, mas junto com isso, inúmeras alegrias e novos sentidos. Você foi escolhida pois tem um propósito e missão! Não desista, ame seu filho incondicionalmente, lute e acredite na força que foi depositada em você”, concluiu.

Sobre o fato ter acontecido em um CMEI, o Portal Nosso Dia entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba e recebeu o seguinte retorno:

Escolas especiais, classes especiais, salas de recursos multifuncionais, salas de recursos de aprendizagem, Centros Municipais de Atendimento Educacional Especializado (CMAEEs) nas dez regionais equipados e com profissionais qualificados, CMAEEs específicos para Transtorno do Espectro Autista, Síndrome de Down e Altas Habilidades/superdotação, além de transporte especial, formações continuadas para os professores e ações pedagógicas específicas. Tudo isso faz parte da estrutura de atendimento a crianças e estudantes com deficiências e transtornos diversos na rede municipal de ensino curitibana.

A Coordenadoria de Inclusão e Atendimento Educacional Especializado (CIAEE) da Secretaria Municipal da Educação é a instância que coordena todos os processos referentes à orientação e ao atendimento de estudantes que apresentam deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, transtorno do espectro do autismo, altas habilidades/superdotação, transtorno de conduta e necessidades educacionais específicas, com base nos fundamentos da educação inclusiva. A CIAEE garante suporte teórico, metodológico e orientação aos profissionais da educação de toda a rede municipal.

São 15 modalidades de atendimento oferecidas a estudantes em processo de inclusão, o que inclui crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação, síndrome de Down, comprometimento motor, Transtornos Funcionais Específicos, além de atendimento hospitalar, entre outros. Conforme a legislação, os profissionais de apoio são designados para os casos em que o estudante necessita de ajuda para alimentação, higiene e locomoção.

No caso específico do estudante citado na matéria, a Secretaria Municipal da Educação informa que o Núcleo Regional da Educação, o Departamento de Educação Infantil e a CIAEE acompanham o caso e foi agendada nova reunião com a família.

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