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Paraná se prepara para El Niño de forte a muito forte; saiba mais sobre o alerta do Simepar

O alerta foi feito pelo meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, que aponta um cenário de temperaturas acima da média, menos ondas de frio e aumento significativo das chuvas no Estado
Foto: Ricardo Marajó/SECOM
O alerta foi feito pelo meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, que aponta um cenário de temperaturas acima da média, menos ondas de frio e aumento significativo das chuvas no Estado

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

13/05/26
às
16:07

- Atualizado há 49 segundos

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O Paraná deve começar a sentir ao longo do inverno os efeitos de um fenômeno El Niño que pode atingir intensidade forte a muito forte nos próximos meses, com ênfase maior ainda na primavera e no verão. O alerta foi feito pelo meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, que aponta um cenário de temperaturas acima da média, menos ondas de frio e aumento significativo das chuvas no Estado.

Segundo o especialista, o inverno de 2026 deve fugir das características tradicionais no Paraná. “Climatologicamente, o inverno é seco, mas esse ano ele não vai ser. Também não vai ser frio, justamente por causa desse fenômeno que vai transportar mais umidade e mais calor da região amazônica. A gente espera mais chuva que o normal e temperaturas mais elevadas”, explicou.

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O Simepar trabalha atualmente com temperaturas entre 1°C e 1,5°C acima da média histórica, cenário que pode reduzir bastante a frequência de geadas e das massas de ar polar mais intensas. “As madrugadas não serão tão geladas”, afirmou Kneib.

Além do calor acima do normal, o fenômeno também deve provocar episódios de chuva persistente em várias regiões do Paraná. Pode acontecer alguns eventos de dois a três dias com chuvas mais persistentes que podem levar a alagamentos”, alertou.

De acordo com o meteorologista, o fenômeno já pode ser classificado entre forte e muito forte. “Hoje a gente pode falar em El Niño forte a muito forte. Está na borda entre forte e muito forte. Com certeza teremos impactos, com mais influência na primavera, porque normalmente já chove muito”, destacou.

Meteorologista Reinaldo Kneib em explicação sobre o fenômeno El Niño (Foto: Geovane Barreiro – Nosso Dia)

A expectativa é de períodos mais longos de instabilidade, com vários dias consecutivos de chuva e temperaturas mais elevadas do que o habitual. Chuvas mais frequentes e vários dias consecutivos”, reforçou.

Outro ponto monitorado pelo Simepar é a possibilidade de tempestades mais severas e intensificação de ciclones extratropicais na região Sul do Brasil. “Os ciclones extratropicais podem ser intensificados por ter essa energia. Trabalhamos isso na previsão do tempo, tendência de tempestades mais severas, grande quantidade de raios e isso faz parte da climatologia”, explicou.

Com o cenário previsto, o guarda-chuva deve virar item obrigatório principalmente entre a primavera e o verão. “Inverno será ameno, com menos formação de geada, e na primavera e verão os guarda-chuvas serão essenciais”, disse.

Por outro lado, o El Niño pode trazer benefícios para regiões afetadas pela estiagem no Paraná, especialmente no Norte e Oeste do Estado. “El Niño vai ajudar bastante na região Norte, com a seca desaparecendo no fim do ano e início do ano que vem, assim como no Oeste, recuperando os reservatórios e o solo”, afirmou.

Kneib também chamou atenção para a maior frequência de eventos climáticos extremos observada nas últimas décadas. “Temos notado nos últimos 30 anos que os eventos mais severos estão ficando mais frequentes. Não existe uma conclusão definitiva, mas uma das hipóteses é o aquecimento global contribuindo para essas alterações climáticas”, concluiu.

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