
- Atualizado há 2 anos
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Professores das Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) iniciam a greve a partir desta segunda-feira (15). Entre outras coisas, os professores defendem um reajuste salarial de três parcelas de 7,06% (em 2024, 2025 e 2026). (Saiba mais sobre as reivindicações no final da matéria).
Conforme a Associação dos Professores da UFPR (APUFPR), em uma Assembleia que contou com grande participação da categoria, na última terça-feira, os professores da UFPR decidiram pela greve como forma de pressionar o Governo Federal para que as negociações avancem.
Depois de um amplo debate, foram deitas duas votações:
Na primeira, os docentes aprovaram a deflagração da greve com 322 votos favoráveis, 175 contrários e 5 abstenções.
Na segunda votação, a categoria aprovou o início da greve em 15 de abril. Foram 270 votos favoráveis, contra 157 votos para a proposta de estado de greve sem data de deflagração. Houve também 6 abstenções.
Também foi aprovado o estado de Assembleia permanente, para que novas Assembleias possam ser convocadas com rito mais acelerado, para avaliação do movimento conforme as mudanças da conjuntura nacional.
Já os professores da UTFPR seguem o movimento convocado pelo sindicato nacional da categoria, ANDES-SN, aprovando o início da greve também para o dia 15.
Reivindicações
O conjunto do funcionalismo federal vem defendendo uma proposta de reajuste salarial de três parcelas de 7,06% (em 2024, 2025 e 2026) para o grupo de servidores no qual se enquadram os docentes das Ifes. Os valores seriam suficientes para repor as perdas desde o governo Temer até o final do atual governo. A proposta do governo até agora é de 0% em 2024 e duas parcelas de 4,5% em 2025 e 2026.
Outra reivindicação não atendida até o momento é o “revogaço” de medidas do governo Bolsonaro que atacam os servidores e os serviços públicos, incluindo o projeto de Reforma Administrativa (PEC 32), que ainda tramita no Congresso Nacional.
Há também a necessidade de recuperar o orçamento das universidades federais, pois todas receberam valores inferiores ao necessário para manter o patamar de despesas por matrícula (2010 a 2022). Além disso, as negociações específicas sobre a reestruturação da carreira dos docentes federais não avançaram, assim como as pautas específicas, que ainda não começaram a ser debatidas (o MEC não atendeu as solicitações de reunião com o ANDES).
Outra reivindicação não atendida é a equiparação dos benefícios com os demais Poderes. O aumento de R$ 658,00 para R$ 1 mil no vale-alimentação não contempla aposentados e pensionistas. O mesmo acontece com o auxílio-creche, que passaria de R$ 321 para R$ 484,90.
O governo marcou para esta quarta-feira (10) uma reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), com dirigentes de entidades que representam mais de 80% do funcionalismo federal, inclusive os docentes.