
- Atualizado há 2 anos
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No primeiro dia do júri popular dos sete envolvidos na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, então com 24 anos, Edison Brittes culpou o jogador pelo caso e afirmou que foi orientado pelo primeiro advogado que contratou, Cláudio Dalledone, a mentir sobre o que aconteceu no dia do crime. O depoimento do acusado terminou no fim da noite desta segunda-feira (18) e o julgamento será retomando na manhã desta terça-feira (19). Dalledone afirmou ao Portal Nosso Dia que Brittes mente e quem tem tudo gravado, justamente para se resguardar.
No depoimento, Brittes afirmou que foi instruído a mentir pelo advogado anterior, sem dar detalhes ao que se referia. Para o advogado Nilton Ribeiro, que defende a família de Daniel, isso mostra que o réu mente ‘a toda hora’. “Edison e Cristiana apresentaram versões fantasiosas. Ele disse que foi orientado a uma mentira no primeiro depoimento Ou seja, ele mente a toda hora e se perdeu nas narrativas, cada hora com uma versão diferente”, disse.
O advogado Cláudio Dalledone afirmou ao Portal Nosso Dia que Edison Brittes deu um depoimento calunioso. “Eu jamais orientei ele a mentir e tenho gravado a entrevista que tive com ele. Fiz vídeos com ele contando a versão do que ocorreu. Na casa dele, quando se entregou, gravou novo vídeo e fiz tudo isso para me resguardar”, falou.
Ainda para Dalledone, a fala de Brittes seria uma indução do atual advogado, Elias Mattar Assad, para evitar contradições do réu. “Induzido pelo advogado, para sair de contradições, usa essa tática surrada para imputar ao advogado algo que não aconteceu. Gostaria de ser chamado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para responder, porque colocaria a razão, de foro íntimo, que me fez sair do processo, por uma proposta indecorosa que recebi. Isso tenho tudo documentado e responderia em alto e bom som, respondendo ao advogado para aprender a defender o júri e deixar de imputar algo a colegas. Jamais orientei ele a mentir”, concluiu.
Segundo Brittes, Daniel foi o culpado pelo o que aconteceu e que se arrepende pelo crime. Disse que não procurou por isso e que não queria matar um inocente, mas que mexeram com a mulher dele e que, se ela e o ambiente tivessem sido respeitados por Daniel, nada teria acontecido.
Para Nilton, a estratégia da defesa é que ele seja visto como um justiceiro. “Ele quer dizer que foi um justiceiro. Fica difícil entender a lógica da defesa dele”, disse.
Ainda sobre o dia do júri, a advogada Thaise Mattar Assad, que defende Cristiana Brittes, afirmou que chegou o momento de ouvir uma mulher que foi vítima de uma situação absurda. Lamentou ainda questionamentos sobre as roupas, o comportamento e a postura dela como mãe e mulher.
O Portal Nosso Dia pediu um posicionamento a Cláudio Dalledone sobre as falas de Edison Brittes e aguarda um retorno.
Além dos Brittes e Allana, filha do casal, outras quatro pessoas estão no banco dos réus. Saiba por qual crime cada um será julgado:
Daniel foi agredido na casa dos Brittes, colocado no porta-malas de um carro e levado até a zona rural de São José dos Pinhais, onde foi degolado e teve o órgão genital cortado. Brittes confessou o crime e alegou forte emoção, por ter encontrado Daniel no quarto da esposa.
Antes de ser agredido, o jogador enviou uma foto deitado ao lado de Cristiana para um amigo. Segundo a Polícia Civil, não foi configurado que houve estupro por parte do jogador. Os envolvidos no crime, dois dias após o assassinato, se reuniram em um shopping em São José dos Pinhais para coagir testemunhas.
Atualmente, permanecem presos Eduardo Henrique, que em 2019 conseguiu liberdade provisória, mas foi detido em flagrante por roubo, e Edison Brittes Junior, que está preso desde a época do assassinato.