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CEO da Odonto Excellence mandou matar diretor da empresa no Paraná, diz polícia

De acordo com o delegado Luís Timossi, a motivação estaria ligada a conflitos empresariais envolvendo a administração de uma empresa e a abertura de uma clínica concorrente
Oséias Gomes de Moraes foi indicado pelo crime (Foto: Divulgação)
De acordo com o delegado Luís Timossi, a motivação estaria ligada a conflitos empresariais envolvendo a administração de uma empresa e a abertura de uma clínica concorrente

Luiz Henrique de Oliveira

14/05/26
às
13:57

- Atualizado há 17 segundos

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A Polícia Civil do Paraná concluiu que Oséias Gomes de Moraes, CEO da Odonto Excellence, foi o mandante do assassinato de José Claiton Leal Machado, morto em uma emboscada em frente à própria casa, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O crime aconteceu em 19 de abril de 2022.

O inquérito foi finalizado nesta terça-feira (12), quatro anos depois, e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. Oséias foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima.

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De acordo com o delegado Luís Timossi, a motivação estaria ligada a conflitos empresariais envolvendo a administração de uma empresa e a abertura de uma clínica concorrente.

“O homicídio foi executado mediante emboscada em frente à residência da vítima e contou com a participação de intermediários e operadores financeiros”, afirmou o delegado.

Ainda segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram transferências bancárias feitas pelo investigado e por sua empresa para contas ligadas aos executores do crime em datas próximas ao homicídio.

“A conclusão deste procedimento é fruto de uma progressão investigativa que contou com inquéritos policiais anteriores que já haviam esclarecido a participação de outros quatro envolvidos identificados como executores, colaboradores imediatos e do coordenador do homicídio”, completou Timossi.

A defesa de Oséias Gomes nega as acusações. Em nota, o escritório Dalledone & Advogados Associados afirmou que a narrativa apresentada no processo é “nitidamente contrária ao que está sendo ventilado” e que o empresário teria sido vítima de criminosos.

“Oséias foi vítima de criminosos, que estavam lhe extorquindo e visavam ganhos financeiros eternos. Trata-se de uma grande trama que será desvelada em breve”, diz a nota.

O advogado Claudio Dalledone Junior também afirmou que Oséias é “um empresário íntegro, honesto, sem qualquer antecedente criminal” e que “nunca teve qualquer motivo para mandar matar a vítima”.

“Isso é um absurdo”, declarou o advogado.

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