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“Quer me seguir e depois fala em sex shop?”: clima esquenta entre Dalledone e promotor; vídeo

Dalledone atua na defesa do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, em 2023
(Foto: Reprodução)
Dalledone atua na defesa do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, em 2023

Geovane Barreiro

15/05/26
às
16:24

- Atualizado há 56 segundos

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O advogado criminalista de Curitiba, Claudio Dalledone Junior, protagonizou uma série de embates com o promotor Vinícius Gahyva Martins durante um julgamento do Tribunal do Júri realizado entre terça-feira (12) e quinta-feira (14), em Cuiabá. As discussões aconteceram diante dos jurados e foram marcadas por ironias, provocações e trocas de farpas entre defesa e acusação. (Assista aos trechos do embate mais abaixo)

Dalledone atua na defesa do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, em 2023.

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Um dos momentos de maior tensão ocorreu durante o depoimento de uma testemunha, quando Dalledone comentava sobre características da arma envolvida no caso. O promotor interrompeu a fala do advogado e questionou: “Agora quem pergunta é a testemunha?”.

Na sequência, o criminalista respondeu em tom irônico: “Doutor, o senhor é a Xuxa?”. O promotor rebateu: “Eu não sei, mas o show da Xuxa é você que está dando aqui”.

A troca de provocações continuou. “Para de dar show que você não é a Xuxa. Eu vou comprar uma bota branca para o senhor”, disse Dalledone.

Assista ao vídeo dos embates:

Outro bate-boca ocorreu após Claudio Dalledone Junior citar uma loja de Curitiba chamada “Vem Que Tem” durante o interrogatório, em tom de provocação ao promotor, sugerindo que, se as ironias continuassem, ele responderia “à altura”. A partir disso, defesa e acusação passaram a trocar comentários irônicos envolvendo sex shop.

Em meio às discussões, o juiz Marcos Faleiros da Silva precisou intervir.

O clima voltou a esquentar em outro momento do julgamento, quando o promotor mandou o advogado Renan Canto, que integrava a banca de defesa ao lado de Dalledone, sentar durante uma discussão no plenário.

Irritado, Dalledone reagiu imediatamente: “Você vai tratar os outros assim, não o advogado. Coloque-se no seu lugar”.

O julgamento terminou após três dias de debates intensos entre defesa e acusação. O júri decidiu desclassificar a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo, entendimento que afastou a intenção de matar. Com isso, Mário Wilson foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto.

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