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SEGURANÇA

Polícia mira esquema de colocação de drogas e celulares no sistema penitenciário na RMC

Cada celular custava, em média, R$ 40 mil, sendo que foi identificada situação na qual R$ 80 mil foram pagos por um único aparelho
(Foto: Divulgação PCPR)
Cada celular custava, em média, R$ 40 mil, sendo que foi identificada situação na qual R$ 80 mil foram pagos por um único aparelho

Redação Nosso Dia

20/05/26
às
8:29

- Atualizado há 1 minuto

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Penal do Paraná (PPPR) realizam, na manhã desta quarta-feira (20), uma operação para cumprir 30 mandados judiciais contra suspeitos de integrar um esquema de inserção de aparelhos celulares em unidades do sistema penitenciário por valores de até R$ 80 mil. A ação acontece simultaneamente em São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande e Piraquara, na Região Metropolitana, Curitiba e Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.

Entre os crimes investigados estão corrupção passiva, corrupção ativa, inserção de aparelho celular em estabelecimento prisional e tráfico de drogas, ocorridos em sete cidades do Paraná.

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Os policiais civis e penais têm a missão de cumprir nove mandados de busca e apreensão e nove de prisão preventiva em endereços ligados aos investigados, entre os quais estão monitores de ressocialização prisional e pessoas privadas de liberdade, além de 12 ordens judiciais de sequestro de bens.

A investigação se iniciou a partir da localização e apreensão de um aparelho celular pela Polícia Penal no final de 2024. “Além do controle diário das unidades, promovemos regularmente inspeções a fim de barrar a entrada de ilícitos. O enfrentamento às comunicações proibidas é fundamental para a ordem no sistema prisional”, afirma o chefe da Divisão de Operações de Segurança da PPPR, Sidnei de Souza Geraldino.

A PCPR identificou que os suspeitos movimentavam altas somas em dinheiro e praticavam a lavagem de capitais para tentar ocultar a origem ilícita dos valores. Cada celular custava, em média, R$ 40 mil, sendo que foi identificada situação na qual R$ 80 mil foram pagos por um único aparelho.

(Foto: Divulgação PCPR)

O delegado da PCPR Thiago Andrade afirmou que parte dos investigados são autores multirreincidentes, que não interromperam suas atuações criminosas com a prisão “Ao contrário, adaptaram e sofisticaram suas condutas valendo-se do apoio de agentes privados que exercem funções públicas, para promover a entrada de drogas e aparelhos celulares para o interior do estabelecimento prisional.”

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