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Golpistas conseguiram mais de R$ 4 milhões com fotos íntimas para chantagear vítimas do Paraná; cinco foram presos

As investigações começaram após uma vítima de Palmas, no Sudoeste do Paraná, procurar a polícia relatando que havia sido enganada e ameaçada por criminosos que utilizavam perfis falsos nas redes sociais para aplicar o chamado golpe da “sextorsão”
(Foto: PCPR)
As investigações começaram após uma vítima de Palmas, no Sudoeste do Paraná, procurar a polícia relatando que havia sido enganada e ameaçada por criminosos que utilizavam perfis falsos nas redes sociais para aplicar o chamado golpe da “sextorsão”

Redação Nosso Dia

21/05/26
às
14:25

- Atualizado há 5 segundos

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Uma organização criminosa investigada por aplicar golpes usando fotos íntimas para extorquir vítimas movimentou quase R$ 4 milhões em apenas dois meses e acabou alvo de uma grande operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta quinta-feira (21). Cinco pessoas foram presas em diferentes estados do país.

As investigações começaram após uma vítima de Palmas, no Sudoeste do Paraná, procurar a polícia relatando que havia sido enganada e ameaçada por criminosos que utilizavam perfis falsos nas redes sociais para aplicar o chamado golpe da “sextorsão”.

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De acordo com a PCPR, o grupo agia de forma estruturada e contava com integrantes no Brasil e no exterior. A operação ocorreu simultaneamente nos estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte, com mandados cumpridos nas cidades de Santa Maria de Jetibá (ES), Jandaia (GO), São Luís (MA), Ielmo Marinho (RN) e João Pessoa (PB). Durante a ação, policiais apreenderam celulares e outros materiais que serão analisados para aprofundar as investigações.

Começou em 2024

Segundo a polícia, o golpe começou em 2024, quando a vítima paranaense foi abordada por um perfil falso identificado como “David Green”. O criminoso usava fotos de terceiros já associadas a fraudes internacionais e se apresentava como um médico oncologista que estaria em missão de paz da OTAN na Síria.

Após conquistar a confiança da vítima com promessas de relacionamento e casamento, o suspeito passou a pedir dinheiro alegando diferentes problemas, como custos com passagens aéreas, detenções e supostas multas relacionadas ao transporte de ouro na Áustria e no Brasil.

Com o passar do tempo e diante das dificuldades financeiras relatadas pela vítima, os criminosos passaram a ameaçar divulgar fotos e vídeos íntimos caso novos pagamentos não fossem feitos. A exigência chegou a R$ 20 mil. Somente a vítima de Palmas teve prejuízo superior a R$ 60 mil.

As investigações apontaram que o núcleo estrangeiro era responsável pela abordagem e manipulação emocional das vítimas. Os contatos eram feitos a partir de linhas telefônicas com DDI da Nigéria (+234).

Já o grupo que atuava no Brasil ficava encarregado da movimentação financeira e lavagem do dinheiro obtido com os golpes. Segundo a PCPR, os investigados utilizavam contas bancárias para receber os valores e depois convertiam o dinheiro em criptoativos, dificultando o rastreamento.

A polícia identificou que algumas contas bancárias usadas pelo grupo aparecem em diversos boletins de ocorrência registrados em outros estados brasileiros. A estimativa é de que ao menos 20 pessoas tenham sido vítimas do mesmo esquema criminoso.

Os presos podem responder por extorsão qualificada, organização criminosa transnacional e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

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