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“Extrema covardia”, diz Alexandre Leprevost ao ser citado por Moro para provocar Ney

Alexandre Leprevost lembrou que tem sua própria carreira política e que quase dobrou os votos nesta eleição
Alexandre Leprevost (Foto: Divulgação)
Alexandre Leprevost lembrou que tem sua própria carreira política e que quase dobrou os votos nesta eleição

Luiz Henrique de Oliveira

17/10/24
às
6:56

- Atualizado há 2 anos

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Em mais um capítulo da lavação de roupa suja da chapa do União Brasil para as eleições municipais de Curitiba, o vereador Alexandre Leprevost (União Brasil), que dobrou os votos em comparação a 2022, mas não se elegeu, rebateu Sérgio Moro (União Brasil), que afirmou que o seu agora algoz, Ney Leprevost (União Brasil), sequer conseguiu eleger o irmão para vereador em Curitiba. Em nota encaminhada ao Portal Nosso Dia, nesta quarta-feira (16), Alexandre disse que a postura de Moro é vergonhosa e de extrema covardia.

A polêmica veio à tona após Ney afirmar, em entrevista à Folha, que pode ter perdido as eleições municipais após a escolha de Rosângela Moro, esposa do senador, como vice da chapa. Destacou ainda que Sérgio Moro é uma pessoa dificil de se lidar. Após isso, foi a vez da reposta do ex-juiz federal, que lembrou que Ney sequer elegeu o irmão Alexandre como vereador.

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Alexandre Leprevost não gostou e fez críticas a Moro. “A declaração do senador Sergio Moro não é apenas infeliz, mas revela uma postura vergonhosa e de extrema covardia. É inadmissível que um senador da República, que deveria se comportar de forma séria e respeitosa, tente me envolver em uma disputa que não me diz respeito. Moro demonstra um comportamento pequeno ao tentar me usar como escudo em suas rixas pessoais“, disse.

Em seguida, Alexandre Leprevost lembrou que tem sua própria carreira política e que quase dobrou os votos nesta eleição. “Não preciso me escorar em ninguém para crescer ou conseguir benefícios. Fiz minha campanha com muito trabalho, e o resultado foram 8.655 votos – quase o dobro da eleição de 2020. Isso me colocou à frente de mais da metade dos eleitos em Curitiba. Inclusive, é a primeira vez que um vereador não se elege na capital paranaense com esse número de votos. É inadmissível que alguém como o senador Moro desdenhe desse resultado. Se ele diz que “recebi o que merecia”, só posso concordar, porque cada voto foi fruto de esforço, dedicação e compromisso com eleitores“, destacou.

Por fim, reiterou a postura de Moro como decepcionante. É decepcionante que um senador, que deveria estar preocupado com questões de relevância nacional, perca tempo atacando alguém que não tem qualquer relação com suas brigas. Sua fala desrespeita não só a mim, mas a todos que queriam a minha reeleição, que acreditaram no meu trabalho e nas bandeiras que defendo. Moro, com sua atitude leviana, mostra um total descompromisso com a seriedade que o cargo exige”, concluiu.

Ainda sobre o caso, relembre primeiro a nota de Moro e depois a réplica de Ney Leprevost, em que aponta traições cometidas pelo senador:

Sérgio Moro:

Ney Leprevost não conseguiu nem eleger o irmão vereador e quer, com mentiras na Folha de São Paulo, transferir a responsabilidade pelo fracasso de sua candidatura a prefeito a terceiros. A verdade é uma só: convidou e insistiu para que Rosângela fosse sua vice. Após um pedido da direção nacional do partido, entramos para ajudar, o que estancou a queda do candidato nas pesquisas. Mas não conseguimos prosseguir, pois nem eu, nem minha esposa ou o União Brasil nacional pudemos influenciar na campanha. O problema é que a população não aguenta mais a velha política de candidatos que se apresentam sem posições claras. Ney aventurou-se na busca por eleitores de todos os lados e junto com seu irmão recebeu nas urnas o que merecia. Repudio os ataques pessoais que fez contra mim, mas o recado a ele já foi dado pelo povo de Curitiba, povo este que agradeço pelo carinho e apoio que sempre me deu, seja no contato pessoal ou nas urnas, com os quase dois milhões de votos para o Senado.

Ney Leprevost:

Em resposta aos ataques rasteiros e injustificados proferidos pelo senhor Sérgio Moto contra mim e, sem o menor cabimento, contra um familiar meu, tenho a declarar, após buscar informações com diversas fontes jornalísticas, e rememorar fatos que:

  1. Este senhor é um traidor contumaz.
  2. ⁠Traiu a magistratura utilizando-se dela para se promover pessoalmente com objetivo de conquistar cargo político.
  3. Traiu as Leis que jurou cumprir ao realizar tortura psicológica em réus e escutas telefônicas de legalidade questionável.
  4. Traiu as milhares de pessoas que saíram às ruas para apoiar a operação Lava Jato, abandonando sua função de juiz para ser ministro.
  5. ⁠Traiu o presidente Jair Bolsonaro ao ser expurgado do ministério atacando aquele que confiou nele nomeando-o para uma das pastas mais importantes da nação.
  6. ⁠Traiu o partido Podemos que o sustentou financeiramente.
  7. ⁠Traiu o povo do Paraná ao tentar ser candidato a senador pelo estado de São Paulo, onde foi rejeitado pelo Tribunal Eleitoral.
  8. ⁠Traiu seu padrinho político, o senador Álvaro Dias, lançando- se candidato de última hora contra ele.
  9. ⁠Traiu seus eleitores de direita aprovando o nome de Flávio Dino para o STF.
  10. Traiu sua querida esposa colocando-a, por meio da direção nacional do partido, como candidata a vice em minha chapa e, na sequência, abandonando a campanha dez dias antes da eleição por não ter sido satisfeita a sua vaidade de aparecer diversas vezes no programa eleitoral de televisão.
  11. ⁠Traiu o partido União Brasil ao utilizar R$ 230 mil do fundo eleitoral nas redes sociais de sua esposa, na última semana de campanha, para mera promoção pessoal da mesma sem sequer pedir votos para o 44.
  12. ⁠Me traiu ao plantar ao longo da campanha diversas notas na imprensa nacional com objetivo de desestabilizar minha candidatura.
  13. Traiu a pátria ao fazer um “acordão” através dos senadores Rodrigo Pacheco e Davi Alcolumbre.

Senador Sérgio Moro, não me meça pela sua régua. Minha vida pública é pautada por coerência e respeito a todas as pessoas. Se o senhor fosse amado pelo povo de Curitiba como afirma, não precisaria andar rodeado de seguranças pagos pelo povo brasileiro até para ir à feira.

De herói nacional que até eu admirei, o senhor apequenou-se e se transformou em um mero “lacrador” de redes sociais. Me esqueça e vá se defender na justiça, pois é réu em processo criminal é o senhor, não eu.

Peço desculpas ao povo de Curitiba por ter aceitado a imposição nacional do partido de ter a sua esposa como vice, não por ela, que ainda hoje tenho como boa pessoa, mas pelo senhor, que é um oportunista visto pela esquerda como carrasco do Lula e pela direita, como traidor do Bolsonaro.

A toda boa gente do Paraná, meu muito obrigado pelas milhares de manifestações de solidariedade no dia de hoje. Tenham certeza absoluta que minha vida pública vai continuar pautada pela defesa da liberdade e pelos princípios éticos e humanistas que meu detrator chama de “velhos”.

TÁ SABENDO?

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