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Debate entre Eduardo Pimentel e Cristina Graeml esquenta com polêmicas sobre vacina e transporte

Declarações de Cristina sobre a nomeação de Raíssa Soares, a “Doutora Cloroquina”, marcaram o debate acirrado com Pimentel, que criticou o negacionismo
Reprodução/Band TV
Declarações de Cristina sobre a nomeação de Raíssa Soares, a “Doutora Cloroquina”, marcaram o debate acirrado com Pimentel, que criticou o negacionismo

Angelo Binder

15/10/24
às
0:37

- Atualizado há 2 anos

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O primeiro debate em tevê do segundo turno entre os candidatos à prefeitura de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD) e Cristina Graeml (PMB), realizado pela Band Curitiba, foi marcado por trocas intensas de críticas, principalmente em torno de temas sensíveis como a gestão da saúde pública durante a pandemia, como as vacinas, e transporte público. O embate já vinha sendo aquecido dias antes, após Graeml declarar em entrevista que, se eleita, nomearia Raíssa Soares, conhecida como “Doutora Cloroquina”, como secretária municipal de Saúde.

Essa declaração causou um forte impacto no cenário eleitoral, mobilizando críticas da deputada estadual Marcia Huçulak (PSD) e de diversos setores da saúde. Raíssa Soares ganhou notoriedade ao defender o uso de medicamentos sem comprovação científica, como cloroquina e ivermectina, durante a pandemia de Covid-19, além de adotar uma postura antivacina. A possível nomeação de Soares foi classificada como um “retrocesso perigoso” por Huçulak, ex-secretária de Saúde de Curitiba e uma das principais apoiadoras de Eduardo Pimentel na corrida pela prefeitura.

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Debate tenso e acusações diretas

Logo no início do confronto, Eduardo Pimentel trouxe à tona a polêmica declaração de Graeml sobre Raíssa Soares, questionando as posições da adversária. “Você realmente acha que Curitiba deve ser governada por alguém que propõe soluções que a ciência já provou serem ineficazes? O que você propõe não é apenas um retrocesso, mas um risco para a saúde da nossa população”, questionou Pimentel, evidenciando a importância de uma gestão pública baseada em evidências científicas e no compromisso com a saúde pública.

Pimentel também destacou o papel crucial da ciência durante a pandemia, afirmando que “sem a vacinação, não teríamos conseguido superar os piores momentos da pandemia”. Ele criticou duramente a proposta de Graeml, apontando que a cidade de Curitiba não pode se dar ao luxo de adotar políticas “negacionistas e irresponsáveis”.

Graeml, por sua vez, reafirmou sua confiança em Raíssa Soares e defendeu suas ações durante a pandemia, dizendo: “Eu acredito na coragem da doutora Raíssa, que enfrentou o sistema e propôs um tratamento alternativo quando não tínhamos respostas claras. Eu não aceito que se criminalize quem tentou salvar vidas”. Ela ainda tentou desviar o foco para outros temas de sua campanha, destacando que sua gestão seria marcada por uma “nova abordagem” na saúde pública, criticando o que chamou de “excesso de politização da pandemia”.

Pimentel insistiu: “A sua ‘nova abordagem’ (abordagem da candidata) é o caminho para o caos. O negacionismo é perigoso e não pode ditar as políticas públicas da nossa cidade. Precisamos de responsabilidade e comprometimento com a verdade, e não de fantasias que já custaram tantas vidas no Brasil”.

Mais acusações dos dois lados

Cristina Graeml lembrou o áudio que foi veiculado no jornal Metrópoles e citou outros envolvidos caso, além de Antonio Rebelo, que foi demitido pela Prefeitura Curitiba. A candidata perguntou sobre outros três servidores que teriam participado não seriam punidos.

Já Eduardo Pimentel lembrou que Cristina foi à Justiça para tentar impedir a imprensa de noticiar sobre irregularidades da candidata no Imposto de Renda e a condenação de seu vice em segunda instância. Cristina rebateu as denúncias e citou “a falácia dos ônibus elétricos”. “Ninguém sabe o que fazer com as baterias desses ônibus”, disse candidata.

“A senhora diz que o material foi recolhido porque estava um pouquinho fora da lei. Mas é a lei”, respondeu. E cobrou a ausência delas em sabatinas de veículos”

Transporte coletivo: Quem mora longe vai pagar mais?

Pimentel citou o terceiro parágrafo da página 45, terceiro parágrafo, sobre transporte coletivo, sobre cobrança proporcional ao uso do transporte. Lembrou que isso leva a passageiros que moram longe a pagar mais.

Cristina disse que vem tentando uma forma de reduzir a passagem. Os moradores de bairros periféricos, segundo Cristina Graeml, serão estimulados a empreender na sua região. E um morador que mora perto do centro paga a mesma coisa.

“Ela confirma o que ela disse”, disse Pimentel. “Quem mora longe vai pagar mais”.

No transporte coletivo, já anunciei: faremos a nova concessão no ano que vem. E com novos contratos, vamos conseguir novas tarifas”. Pimentel ainda citou as várias obras que pretende construir para o serviço de transporte coletivo na cidade.

O atual vice-prefeito falou também do uso de Inteligência Artificial que teria feito o plano de governo da candidata do PMB e perguntou a ela se numa emergência, iria consultar o ChatGPT para encontrar uma solução para a cidade.

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