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O tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, comandante do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) do Corpo de Bombeiros do Paraná (CBMPR), afirmou que as equipes brasileiras seguem atuando de forma integrada nas operações de busca e resgate após os terremotos que atingiram a Venezuela.
A declaração foi dada durante entrevista à imprensa local, ao jornalista Roman Camacho, em uma das áreas mais afetadas em La Guaira, região de Vargas, onde equipes internacionais concentram os trabalhos após os abalos sísmicos.
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Segundo o oficial, a experiência em outras tragédias ajuda na atuação em cenários de desastre, mas ele destacou principalmente a cooperação entre as equipes envolvidas na operação. “Também estamos sentindo uma união do povo venezuelano, estamos apoiando muito. Quando acontece uma tragédia, a gente entende que fazemos o máximo. Estamos aqui para ajudar. Vamos ficar de 10 a 15 dias e contem com o Brasil, são nossos irmãos aqui na América do Sul”, afirmou.
Os bombeiros do Paraná foram os primeiros a iniciar os trabalhos na região de La Guaira. As equipes atuam com o apoio de cães de busca no reconhecimento de estruturas, avaliação de risco e localização de possíveis vítimas sob escombros.
As equipes atuam em meio à destruição provocada pelos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, que atingiram o país na última quarta (24), com menos de um minuto de intervalo.
Segundo informações repassadas durante a cobertura local, equipes seguem atuando em pontos onde há vítimas soterradas, incluindo a busca por um menino de 12 anos e sua mãe em meio a estruturas colapsadas.
Em alguns pontos, equipes internacionais, como dos EUA já encerraram as buscas ao considerar baixa a chance de sobreviventes. Ainda assim, as equipes do Paraná e da Venezuela mantêm as operações de escavação e varredura.
Os terremotos deixaram mais de 1.400 mortos e 3 mil feridos, segundo autoridades locais. Os abalos também foram sentidos no Norte do Brasil, sem registro de vítimas ou grandes danos.