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Vereador de Curitiba é alvo do Gaeco por ‘rachadinha’ e peculato; malas com dinheiro são apreendidas

Batizada de Operação Déjà-vu, a ofensiva cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo o gabinete do parlamentar na Câmara Municipal de Curitiba
Vereador Lórens Nogueira foi alvo de operação nesta terça-feira (Foto: Divulgação CMC)
Batizada de Operação Déjà-vu, a ofensiva cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo o gabinete do parlamentar na Câmara Municipal de Curitiba

Luiz Henrique de Oliveira

26/05/26
às
10:13

- Atualizado há 11 segundos

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O vereador Lórens Nogueira, presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba, foi alvo de uma operação do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado na manhã desta terça-feira (26). A ação apura a suposta prática dos crimes de “rachadinha” e peculato. Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores apreenderam duas malas com grandes quantias em dinheiro, além de equipamentos eletrônicos e documentos.

Batizada de Operação Déjà-vu, a ofensiva cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo o gabinete do parlamentar na Câmara Municipal de Curitiba. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Garantias da Comarca.

De acordo com o Ministério Público do Paraná, a investigação contou com autorização judicial para a realização de ação controlada e identificou supostos repasses de valores ao vereador compatíveis com a prática conhecida como “rachadinha”, esquema ilegal em que assessores devolvem parte dos salários a políticos ou responsáveis pelos gabinetes.

O nome da operação faz referência às recorrentes investigações envolvendo esse tipo de prática criminosa em órgãos públicos.

Outro lado

Em nota, a defesa do vereador afirmou que Lórens Nogueira foi surpreendido com o cumprimento dos mandados de busca e apreensão em seu gabinete e que, até o momento, não teve acesso ao teor da investigação.

“O vereador irá se manifestar oportunamente, tão logo tenha conhecimento integral do conteúdo da investigação”, diz o comunicado.

A Câmara Municipal de Curitiba também se pronunciou sobre a operação. Em nota oficial, informou que autorizou o acesso do Gaeco às dependências do Legislativo para o cumprimento da medida judicial e afirmou que segue à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

“Até o momento, a CMC não foi formalmente comunicada sobre os motivos da investigação”, destacou a Câmara.

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