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Servidores de São José dos Pinhais têm dia de greve e cobram reunião com a prefeitura; saiba as demandas

A paralisação afeta principalmente a educação. Conforme o sindicato, mais de 50 escolas e CMEIs estão sem aulas, deixando cerca de 30 mil estudantes sem atendimento
Paralisação de servidores em São José dos Pinhais (Foto: Geovane Barreiro - Nosso Dia)
A paralisação afeta principalmente a educação. Conforme o sindicato, mais de 50 escolas e CMEIs estão sem aulas, deixando cerca de 30 mil estudantes sem atendimento

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

26/05/26
às
9:17

- Atualizado há 2 minutos

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Servidores municipais de São José dos Pinhais iniciaram uma greve nesta terça-feira (26) e prometem manter a paralisação caso não sejam recebidos pela prefeitura. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São José dos Pinhais (Sinsep), uma boa parcela dos trabalhadores aderiram ao movimento já no primeiro dia. A paralisação se dá pelo reajuste dado pela prefeita Nina Singer sem negociação e a concessão de auxílio alimentação de R$ 1181 para secretários que já recebem R$ 21 mil.

A paralisação afeta principalmente a educação. Conforme o sindicato, mais de 50 escolas e CMEIs estão sem aulas, conforme o sindicato. Ainda de acordo com o Sinsep, unidades de saúde também funcionam parcialmente. Ao todo, o município conta com cerca de 8 mil servidores ativos, sendo aproximadamente 3 mil da área da educação.

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A presidente do Sinsep, Samia Leiza, afirmou que a categoria decidiu entrar em greve após a prefeitura conceder reajuste salarial sem negociação prévia com os trabalhadores. “Nós estamos em greve porque a prefeita concedeu reajuste sem negociar com a categoria. A expectativa do servidor beira 7%, que é o que cabe no orçamento municipal, mas o projeto de lei trouxe apenas a reposição da inflação, de 4,9%, sem ganho real”, afirmou.

Entre as reivindicações estão aumento real nos salários, reajuste do auxílio-alimentação e ampliação do benefício para todos os trabalhadores. A categoria também cobra avanços nos planos de carreira do magistério e da Guarda Municipal.

Segundo Samia, os servidores denunciam ainda falta de estrutura nas unidades públicas. “Hoje nas unidades faltam papel higiênico, faltam papel sulfite, material de expediente e banheiro aos profissionais. Tem criança nesse frio sem japona porque ainda não recebeu uniforme”, disse.

Paralisação em São José dos Pinhais (Foto: Geovane Barreiro – Nosso Dia)

Ainda conforme a presidente do Sinsep, dez unidades de saúde operam parcialmente e setores como Obras e Meio Ambiente também registraram adesão à greve.

A prefeitura conseguiu uma liminar na Justiça relacionada à paralisação. De acordo com o sindicato, o desembargador reconheceu o direito constitucional de greve, mas estabeleceu multa. A entidade informou que irá recorrer da decisão. “Se não formos recebidos hoje, vamos manter a greve”, concluiu Samia Leiza.

Paralisação em Da

O Portal Nosso Dia entrou em contato com a Prefeitura de São José dos Pinhais e recebeu o seguinte retorno:

“A Prefeitura de São José dos Pinhais informa que o movimento de greve deflagrado nesta terça-feira (26) pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São José dos Pinhais (Sinsep) contraria duas decisões judiciais já proferidas pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), que reconheceram a ilegalidade da paralisação.

As decisões judiciais determinaram a suspensão imediata do movimento grevista, considerando a ausência de uma pauta clara e a necessidade de garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais prestados à população.

A Administração Municipal reforça que respeita o direito à livre manifestação, mas destaca que a greve anunciada não atende aos requisitos legais previstos para sua realização, conforme apontado pela Justiça do Paraná.

O Município segue adotando todas as medidas legais cabíveis para assegurar o funcionamento dos serv

O Município segue adotando todas as medidas legais cabíveis para assegurar o funcionamento dos serviços públicos e espera o mais breve possível o retorno de 100% da normalidade, com a imediata suspensão da greve e o restabelecimento integral das atividades”, diz a nota.

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