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Mãe recebe tarefas feitas por filho atípico praticamente em branco após decidir trocá-lo de escola em Curitiba

Segundo Geiza, a decisão de retirar o filho Pedro da instituição não aconteceu de forma impulsiva, mas após meses tentando garantir que ele participasse das atividades junto com os demais alunos
(Foto: Reprodução de vídeo)
Segundo Geiza, a decisão de retirar o filho Pedro da instituição não aconteceu de forma impulsiva, mas após meses tentando garantir que ele participasse das atividades junto com os demais alunos

Luiz Henrique de Oliveira

21/05/26
às
15:19

- Atualizado há 16 segundos

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A mãe de um menino atípico de Curitiba desabafou nas redes sociais e emocionou internautas após decidir trocar o filho de escola e receber os materiais escolares praticamente vazios. O relato emocionante de Geiza Constantino, que chorou durante a postagem, chamou a atenção ao mostrar a dificuldade enfrentada por famílias que buscam inclusão de verdade dentro do ambiente escolar. A mãe preferiu não citar o nome da escola. (Assista mais abaixo vídeo com relato da mãe)

Segundo Geiza, a decisão de retirar o filho Pedro da instituição não aconteceu de forma impulsiva, mas após meses tentando garantir que ele participasse das atividades junto com os demais alunos. “Desde o começo do ano, quando o Pedro entrou nessa nova escola, eu comecei a observar tudo o que acontecia e eu me coloquei à disposição pra que a gente pudesse de todas as maneiras incluí-lo e fazer com que ele se sentisse pertencente àquele lugar”, afirmou.

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A mãe contou que fez diversos pedidos para que o menino participasse das atividades normalmente, respeitando as limitações, mas percebeu que os apelos não estavam surtindo efeito. “Os dias foram passando e eu comecei a observar que a minha conversa, aquele pedido era em vão, que infelizmente ele estava invisível ali dentro da escola”, desabafou.

Após comunicar a direção sobre a transferência, Geiza retornou à escola para buscar os materiais do filho e disse ter se surpreendido com o que recebeu. Segundo ela, o material incluía apenas um caderno de desenho praticamente vazio, algumas folhas de atividades, além de uma canetinha e uma cola secas que, segundo a mãe, nem pertenciam ao menino. “Ali eu entendi que inclusão não é só acolher a criança na escola, inclusão é fazer ele pertencer de todas as formas”, afirmou, sem segurar as lágrimas.

Assista ao relato da mãe:

Geiza também questionou a quantidade de atividades realizadas pelo filho desde fevereiro. “A gente tá em maio. Quais foram as atividades de fevereiro até agora que eles me entregaram do Pedro?”, disse ao mostrar apenas uma folha preenchida e um caderno com poucos rabiscos.

Apesar da frustração, a mãe afirmou que decidiu não continuar insistindo na permanência do filho na instituição e optou por buscar um novo ambiente escolar. “Nem todas as escolas estão disponíveis e preparadas para incluir. Então a gente decidiu que não iria ficar brigando e que a gente iria pra um novo lugar pra que ali ele pudesse florescer e desenvolver da forma como ele sempre mereceu”, concluiu

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