
- Atualizado há 3 anos
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Os professores de Curitiba, por meio do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), suspenderam a greve após uma retomada de negociações com a Prefeitura de Curitiba, que aconteceu na tarde desta terça-feira (8). O movimento teve baixa adesão e não afetou nenhum dos 232 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e apenas 9% das escolas municipais da capital, segundo a prefeitura.
Na segunda-feira (7/8), o Tribunal de Justiça do Paraná considerou ilegal a paralisação que professores municipais de Curitiba. Na liminar, o Judiciário estabeleceu multa diária de R$ 20 mil ao Sismmac, caso o movimento fosse iniciado. Conforme o Sismmac, após um encontro com a Prefeitura a proposta foi levada aos trabalhadores, que em assembleia decidiram pelo fim da greve.
“Os representantes da Prefeitura afirmaram que estão em constante contato com os vereadores para analisar as possibilidades de atender as reivindicações do magistério e das outras categorias de servidores municipais. Foi proposto que até o dia 17 deve haver reunião com os vereadores, com a participação dos secretários, para analisar a viabilidade das emendas ao PL que foram apresentadas para atender as demandas do funcionalismo municipal”, informou o Sismmac.
Apesar da suspensão da greve, o Sismmac pediu que as mobilizações continuem. Até a próxima reunião, as professoras deverão continuar mobilizado as comunidades das escolas, conversando com as famílias sobre os problemas do Projeto de Lei enviado pela Prefeitura e buscando a adesão e o engajamento de mais profissionais da educação. A direção do Sismmac seguirá visitando as escolas e, ao mesmo tempo, continuará buscando o diálogo com os vereadores para que as negociações avancem efetivamente”, diz a nota do sindicato.
Em entrevista ao Portal Nosso Dia na terça-feira (8), a presidente do Sismmac, Diana Abreu, explicou que a principal demanda da categoria é com relação ao plano de carreira do magistério.
“A Prefeitura mantém professores sem plano de carreira, que é importante para a valorização profissional, além de ser constitucional. Isso acontece há seis anos e explicamos a população a importância de se ter esse plano de carreiras. No dia 26 de junho, foi enviado uma proposta de plano, mas que exclui a maioria dos professores de crescimento na categoria profissional. Na continuada, 80% ficam de fora e, por titulação acadêmica, 95% ficam de fora. É uma forma de manter um plano de carreira em que ninguém cresce, só para dizer que tem”, explicou
Sobre isso, a Prefeitura de Curitiba afirmou, por meio de nota, que antes de enviar os seis projetos de lei do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração à Câmara Municipal de Curitiba foram realizadas reuniões com representantes dos sindicatos dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) e dos Servidores da Guarda Municipal (Sigmuc).
“A partir desses encontros foram definidos ajustes nos projetos que foram encaminhados ao Legislativo. As alterações levaram em conta o zelo necessário do ponto de vista econômico e financeiro do Município. Durante o trâmite do processo legislativo na Câmara, novas sugestões podem ser incorporadas aos projetos de lei”, informou a Prefeitura.