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Paraná registra 2,6 mil mortes no trânsito e mais de 12 mil internações em 2025; jovens são maioria entre as vítimas

Homens entre 20 e 39 anos concentram quase metade das hospitalizações no Estado, enquanto motociclistas lideram estatísticas de acidentes e óbitos
Foto: Serviço Aeromédico do Paraná / Samu / Sesa
Homens entre 20 e 39 anos concentram quase metade das hospitalizações no Estado, enquanto motociclistas lideram estatísticas de acidentes e óbitos

Redação Nosso Dia

07/05/26
às
15:00

- Atualizado há 3 horas

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Os acidentes de trânsito seguem provocando impactos alarmantes na saúde pública do Paraná. Apenas em 2025, o Estado registrou 12.697 internações por lesões no trânsito e 2.660 mortes, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os números revelam um perfil preocupante: jovens entre 20 e 39 anos representam a maior parte das vítimas, especialmente homens e motociclistas.

Além das perdas humanas, os acidentes geraram um custo superior a R$ 23,5 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS) apenas neste ano. O cenário reforça o alerta das autoridades de saúde sobre a necessidade de conscientização e mudança de comportamento nas vias.

Dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) apontam que os homens representam 76,5% das internações relacionadas ao trânsito no Paraná. A faixa etária de 20 a 39 anos concentra 49,4% dos casos, evidenciando o impacto da violência no trânsito sobre a população economicamente ativa.

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As motocicletas aparecem como principal fator associado aos acidentes graves. Segundo o levantamento, motociclistas e ocupantes de triciclos responderam por 67,5% das hospitalizações registradas em 2025.

O mesmo perfil se repete nas estatísticas de mortalidade. Informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/Datasus) mostram que 82% das vítimas fatais eram homens. Entre os óbitos, motociclistas lideram os registros, com 904 mortes, o equivalente a 34,3% do total.

Na sequência aparecem ocupantes de veículos leves, com 836 mortes, e pedestres, com 424 vítimas fatais. A faixa etária entre 20 e 39 anos também concentra a maior quantidade de mortes, somando 1.065 vítimas, o que representa 40% do total registrado no Estado.

O impacto da violência no trânsito também é percebido nos atendimentos de urgência. Em 2025, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou 67.610 atendimentos relacionados a acidentes em território paranaense. As colisões entre automóveis e motocicletas lideraram as ocorrências, com 20.707 chamados.

As quedas de moto aparecem em seguida, com 11.166 atendimentos, enquanto colisões entre carros somaram 8.295 registros. Assim como nos dados hospitalares, os jovens entre 21 e 30 anos foram as principais vítimas das ocorrências atendidas pelo Samu.

Para o secretário estadual da Saúde, César Neves, a redução dos acidentes depende diretamente da conscientização coletiva e do respeito às normas de trânsito.

“A segurança no trânsito depende de uma mudança de comportamento de toda a sociedade. Precisamos reforçar a empatia e a responsabilidade compartilhada, pois cada atitude consciente pode evitar sinistros e salvar vidas”, afirmou.

Entre os principais fatores de risco apontados pela Secretaria estão o excesso de velocidade, o consumo de álcool ao volante, o uso do celular durante a condução e o desrespeito às leis de trânsito.

Mesmo diante do cenário preocupante, o Paraná apresenta histórico de redução na mortalidade viária. Entre 2011 e 2025, municípios participantes do Programa Vida no Trânsito (PVT) registraram queda de 37,4% nos índices de mortes, segundo dados estaduais. Atualmente, cidades como Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel participam da iniciativa.

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