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Conselho Federal e Conselhos Regionais de Administração lançam pesquisa inédita sobre assédio e violência no trabalho

As profissionais da Administração podem responder a pesquisa até 31 de maio e não precisam se identificar
A administradora Carla Lourenço é a coordenadora da Câmara da Mulher do CRA-PR. (Foto: Comunicação/CRA-PR).
As profissionais da Administração podem responder a pesquisa até 31 de maio e não precisam se identificar

Redação com Assessoria

07/05/26
às
16:02

- Atualizado há 3 segundos

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“Você, profissional da Administração, já viveu, presenciou ou percebeu situações de desrespeito, constrangimento ou violência no trabalho?”. Essa é a pergunta que orienta a pesquisa inédita “Assédio e Violência no Trabalho”, elaborada pelo Conselho Federal de Administração e os Conselhos Regionais de Administração (Sistema CFA/CRAs).

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A iniciativa foi desenvolvida pela Equipe de Apoio “Violência e Assédio no Trabalho”, vinculada à Comissão ADM Mulher do Conselho Federal de Administração, e tem como objetivo mapear a realidade vivenciada pelas profissionais da Administração. A partir das respostas, serão estruturadas ações de conscientização, palestras, campanhas educativas e a elaboração de uma cartilha sobre o tema.
As profissionais de Administração podem participar até o dia 31 de maio. A pesquisa pode ser respondida de forma anônima e está disponível no link: https://cfa.org.br/mulher-adm-segura-pesquisa-mapeia-assedio-e-violencia-contra-trabalhadoras/

“Os dados e estatísticas são fundamentais para dimensionarmos a realidade de cada local, pois esse panorama orientará nossa atuação. Afinal, cada problema pede uma solução diferente”, afirma a administradora Rita Maria Silveira, coordenadora da Comissão Especial ADM Mulher. O grupo de trabalho responsável pela pesquisa foi coordenado pela administradora Elisa Aragão e contou com a participação de administradoras de Conselhos de diferentes estados: Aline Mendonça da Silva (MA), Carla Lourenço da Costa (PR), Jocely dos Santos Ferro (AL) e Luciene Laranjeira Diniz (PB), além da advogada Kátia Boulos (SP).

Segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde, uma em cada três mulheres sofrerá algum tipo de violência ao longo da vida. Nesse contexto, a pesquisa busca compreender, com mais profundidade, como essas situações se manifestam no ambiente profissional.


“O assédio e a violência no trabalho destroem a saúde mental, emocional e profissional, além da autoestima. Em alguns casos, interrompem carreiras e podem gerar consequências sociais e institucionais irreversíveis. O combate ao assédio é responsabilidade de todos. Respeito é a base de tudo”, enfatiza a administradora Carla Lourenço, coordenadora da Câmara da Mulher do CRA-PR e integrante da Equipe de Apoio “Assédio e Violência no Trabalho” da ADM Mulher do CFA.


Novos termos da violência contra a mulher


Termos cunhados mais recentemente, como gaslighting e mansplaining, também foram incluídos na pesquisa. O primeiro se refere à violência psicológica que pode levar a vítima a duvidar da própria sanidade mental. Já o segundo ocorre quando um homem explica algo a uma mulher como se ela tivesse menor capacidade de entendimento, menosprezando sua capacidade intelectual.

“A violência e o assédio afetam não só a trajetória profissional, mas também a saúde e dignidade das mulheres. Enfrentar essa realidade é urgente e exige de nós, ação, reflexão e soluções efetivas. O passo que damos é essencial para mudarmos as estatísticas e protegermos as próximas gerações de administradoras”, salienta a administradora Elisa Aragão Vieira (PB), coordenadora da Equipe de Apoio da ADM Mulher do CFA.

Em junho de 2019, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovou a Convenção 190 e a Recomendação 206, definindo violência e assédio — inclusive no ambiente virtual — como práticas inaceitáveis capazes de causar danos físicos, psicológicos, sexuais ou econômicos no trabalho. O texto destaca ainda a necessidade de combater essas práticas, com foco especial na violência de gênero contra as mulheres, visando proteger a dignidade humana, a produtividade e promover um ambiente laboral baseado no respeito mútuo.
No Brasil, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) também estabelece diretrizes para o gerenciamento de riscos ocupacionais, incluindo a responsabilidade dos empregadores na promoção de ambientes de trabalho física e psicologicamente seguros.

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