
- Atualizado há 2 anos
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O deputado estadual Tito Barichello (União) afirmou na tarde desta segunda-feira (25), durante sessão na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que agiu dentro dos limites da lei após ter realizado uma ação policial noturna, onde estava fardado e armado com um fuzil, ao lado da esposa, a também delegada Tathiana Guzella, que atualmente é secretária parlamentar no gabinete do deputado federal Felipe Francischini (União). Disse ainda que faria de novo e que o termo operação não está errado: “Pode chamar de Operação do Delegado Xerifão”, afirmou.
A Corregedoria da Polícia Civil do Paraná afirmou que a operação não foi autorizada e iniciou investigação sobre a conduta de Barichello. Na rede social ao postar a ação, o deputado afirmou que acontecia uma operação para cumprimento de um mandato de prisão contra um suspeito de tentar matar o delegado Igor Ogar, que frequenta a mesma igreja que ele. Contra o suspeito havia um mandado de prisão por descumprimento de medida protetiva. Na entrevista desta segunda-feira (25), Tito Barichello falou de uma situação de flagrante contra o suspeito que também queria matar uma advogada, que seria cliente de Ogar.
“Eu sobe pelo líder religioso da minha igreja. Liguei para a vítima e me falaram da gravidade do caso, de que naquele dia o suspeito passou e fez sinal à muher de que iria matá-la. Havia uma situação de flagrante e por isso que fui atrás do criminoso. Foi uma situação totamente legal e dentro dos limites da lei. Ele estava em situação de flagrante. Eu posso usar o colete e o giroflex em situações de emergência”, afirmou o deputado.
Questionado sobre o termo operação para cumprimento de prisão, que foi usado nas redes sociais do deputado, afirmou que não vê problema em usar o termo. “Nas redes sociais está operação e não operação policial. Vou chamar de ‘Operação do Delegado Xerifão’. Não há problema nenhum. Estou embassado no processo legal. Continuo como policial e recebi informação de um crime”, destacou.
Por fim, questionado se a ação foi usada para um crescimento político, em uma possível candidatura da esposa Tathiana Guzella, Barichello afirmou que não. “Não tem nada com propaganda eleitoral. Recebi informação de um crime e eu não vou prevaricar. Era uma situação emergencia e resolvemos agir”, concluiu.
A ação policial aconteceu no bairro Bacacheri e o suspeito não foi localizado. Tito Barichelo informou que ele foi preso no dia seguinte, já que havia um mandado de prisão.
O caso envolvendo Tito Barichello repercutiu na Alep. O deputado estadual Renato Freitas (PT), que costuma ter discussões com o ‘delegado xerifão’, afirmou que a oposição vai representar contra o parlamentar e acionar o Conselho de Ética.
“Alguns políticos têm o modus operandi de uma chamada de nova política, que por ser nova não quer dizer que é boa. São políticos como os do MBL (Movimento Brasil Livre) que criam coisas para se terem curtidas e votos. Foi assim que ele (Tito) foi eleito, fazendo personagem com uma arma na mão. A bancada de oposição se reuniu e vai acionar o Conselho de Ética”, disse.