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SEGURANÇA

MPPR denuncia policial por homicídio triplamente qualificado e inclui sete atentados

MPPR diz ainda que não vê necessidade de restituição do crime, pedido pela defesa
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MPPR diz ainda que não vê necessidade de restituição do crime, pedido pela defesa

Geovane Barreiro

16/05/22
às
17:52

- Atualizado há 4 anos

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O Ministério Público do Paraná (MPPR) ofereceu denúncia nesta segunda-feira (16) contra o policial federal Ronaldo Massuia Silva. Ele foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e sete tentativas de homicídio pelos disparos em um posto de combustíveis do bairro Cristo Rei, em Curitiba. No local, fotógrafo André Muniz Fritoli recebeu um tiro na cabeça e morreu na hora. O restante das vítimas conseguiu se socorrer e/ou se esconder dos disparos.

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MPPR denunciou policial federal. Foto: Reprodução

A promotora de Justiça Marcela Marinho Rodrigues ofereceu a denúncia contra o policial e incluiu as qualificantes: motivo fútil, mediante emprego de perigo comum (quando poderia ter matado ainda mais pessoas) e sem oportunidade de defesa.

O documento cita que o policial Ronaldo “demonstrou (sic) intensa brutalidade e oposição ao mais elevado sentimento de piedade, agindo com vontade e consciência, assumindo o risco de produzir o resultado morte e aceitando a possibilidade deste resultado, portanto, imbuído de dolo eventual e demonstrando absoluta indiferença com as consequências de sua conduta, com extrema frieza, efetiva disparos contra as vítimas”, descreve a promotora Marcela.

Na denúncia, a promotora pede ainda que o policial seja mantido preso por se tratar de uma pessoa perigosa em função do crime.

Reconstituição

O documento diz ainda que a defesa do policial federal pediu reconstituição simulada dos fatos alegando que há ‘diversos elementos que necessitam de esclarecimentos para compreensão da verdade fática, haja vista a complexidade dos feito (sic).”

No entanto, a denúncia do MPPR alega que os fatos estão devidamente comprovados por meio de depoimento de testemunhas somado aos vídeos registrados em ângulos diferentes. “Ademais, nada impede, caso seja necessário, a realização da referida diligência durante a instrução criminal, desde que obedecido o crivo do contraditório, sendo defeso a sua realização sem a participação da parte contrária”, diz a denúncia.

Família do fotógrafo

Por meio de nota, a família de André Muniz Fritoli, vítima fatal do crime, enalteceu o oferecimento da denúncia por homicídio triplamente qualificado e por 7 tentativas de homicídios triplamente qualificados, pelo Ministério Público, na crença de que se fará justiça. A nota é assinada pelos advogados Elias Mattar Assad, Thaise Mattar Assad, Ygor Nasser Salah Salmen, Eduardo Antonio Perine, Edson Luiz Facchi Jr., Maria Teresa dos Santos Vicari e Rogério Nicolau.

Defesa do policial

Para a imprensa, a defesa do policial federal informaram que tiveram conhecimento da denúncia. “Com base na investigação policial, a acusação formal demonstra a delimitação do que estará sob julgamento e afasta especulações iniciais. Desta forma, a defesa será conduzida para a produção das provas pertinentes à correta compreensão dos fatos, visando garantir os direitos à ampla defesa do Policial Federal. Assinam a nota, Bona e Rodrigues Alves Advogados, Advocacia Alexandre Salomão, Nilton Ribeiro Advocacia e
Dalledone e Advogados Associados.

Tiros no posto

O policial federal entrou na loja de conveniências de um posto na Av. Sete de Setembro, no bairro Cristo Rei, em Curitiba, e atirou contra quatro pessoas depois de uma discussão. O caso aconteceu no fim da noite de domingo (1).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, um homem morreu, uma mulher ficou gravemente ferida e outros dois rapazes foram socorridos ao hospital.

O policial disparou depois de uma discussão, supostamente por ter estacionado de forma irregular e não ter gostado de ter sido questionado sobre isso, segundo a Polícia Militar (PM).

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