
- Atualizado há 3 anos
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Um dos guardas municipais envolvido na abordagem que terminou com a morte do estudante Caio José Ferreira de Souza Lemes, de 17 anos, em Curitiba, afirmou em depoimento à Polícia Civil que o adolescente não estava como uma faca. Essa versão, dada nesta segunda-feira, é diferente dá inicial feita pelos outros dois guardas municipais que estavam na ocorrência, que afirmaram que o garoto tirou um objeto de 25 centímetros debaixo de um boné.
As informações são do Portal g1PR. O adolescente morreu com um tiro na cabeça durante a abordagem de uma equipe da Guarda Municipal (GM) no fim de março. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de um tiro acidental e fraude processual, pelo fato da faca ter sido colocada junto ao adolescente.
Ao Portal g1, o delegado que investiga o caso, Eric Guedes, afirmou que o guarda que relatou não se ter um faca com Caio foi ouvido na condição de testemunha. Ele era o responsável pela segurança do grupo, formado por três guardas.
Ainda segundo o delegado, este guarda não prestou depoimento e não participou do Boletim de Ocorrência na Central de Flagrantes e, por isso, não é investigado pelo crime de fraude processual.
Ainda nesta segunda-feira, os dois guardas diretamente envolvidos na abordagem ao adolescente prestaram depoimento. O agente que efetuou o disparo, além da fraude processual, é investigado por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar).
Os guardas não falaram à imprensa e permaneceram calados no depoimento. Ambos foram afastados pela Prefeitura de Curitiba. Em entrevista coletiva, na última sexta-feira, o comandante da guarda, o inspetor Carlos Celso Santos Junior, lamentou o caso. Saiba mais clicando aqui.