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SEGURANÇA

Comandante da GM lamenta morte de adolescente e diz que não medirá esforços para esclarecer tudo

O comandante não quis passar detalhes sobre as investigações do caso, que levantam a suspeita de um tiro acidental por parte de um dos guardas
O comandante não quis passar detalhes sobre as investigações do caso, que levantam a suspeita de um tiro acidental por parte de um dos guardas

Luiz Henrique de Oliveira

01/04/23
às
10:26

- Atualizado há 3 anos

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O comandante da Guarda Municipal de Curitiba (GM), o inspetor Carlos Celso Santos Junior, lamentou profundamente a morte do adolescente Caio José Ferreira de Souza Lemes, de 17 anos, durante uma abordagem da corporação, que aconteceu no sábado passado. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (31), disse ainda que a GM não medirá esforços para esclarecer tudo o que aconteceu no caso.

“A Guarda Municipal lamenta profundamente a morte do jovem. De imediado, temos colaborado com as investigações, coletando imagens que foram fornecidas à Polícia Civil. Também de imediato, o prefeito (Rafael Greca) determinou a suspensão dos guardas e do porte de arma. A nossa função é salvaguardar a vida e não vamos medir esforços para esclarecer os fatos o mais rápido possível”, disse em entrevista coletiva.

Durante a fala à imprensa, o comandante não quis passar detalhes sobre as investigações do caso, que levantam a suspeita de um tiro acidental por parte de um dos guardas envolvidos na abordagem. “A corregedoria está investigando e o que eu falar seria leviano. Estas questões competem a Polícia Civil”, afirmou o comandante, repetindo a mesma resposta sobre a presença de uma faca com Caio, o que foi negado por testemunhas. “Isso cabe a investigação”, falou.

Câmeras desligadas

Sobre as câmeras desligadas, o comandante da GM confirmou que isso foi um erro por parte de guardas e que eles estão sujeitos a sanções administrativas que vão desde a advertência até suspensão.

“Todos estavam com as câmeras ligadas, no modo espera, porém não acionaram na hora da abordagem, que é o correto. Eles deveriam ter ligado a câmera e comunicado o nosso comando. Caso não conseguissem ligar, nosso comando faria isso. O estatuto prevê sanções, que vão desde uma advertência a até suspensão”, explicou o comandante.

Investigações

Segundo a Polícia Civil, testemunhas foram ouvidas e uma delas alegou que o tiro que matou o estudante foi disparado acidentalmente.

De acordo com boletim de ocorrência sobre o caso, Caio teria sido morto após ter tirado uma faca de 25 cm do boné que usava durante a abordagem registrada no sábado (25), na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Por se sentir ameaçado, um dos agentes disparou contra o adolescente. O documento aponta ainda que maconha, celular e um cartão-transporte foram encontrados na calça da vítima.

Durante entrevista coletiva concedida à imprensa na manhã de quinta-feira (30), o delegado responsável pelas investigações afirmou que um morador da região presenciou o momento em que o adolescente foi atingido pelo tiro disparado pelo agente.

“De acordo com o testemunho desta pessoa, Caio não investiu contra a equipe com faca. Estamos investigando se houve homicídio culposo devido ao suposto disparo acidental e, posteriormente, a fraude processual por causa do abuso de autoridade”, informou o delegado Eric Tutia Guedes.

Para ler a matéria completa sobre as investigações clique aqui.

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