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A operação deflagrada nesta sexta-feira (24) no bairro Parolin, em Curitiba, revelou que a organização criminosa atuava sob comando remoto. Segundo a Polícia Militar do Paraná, uma das principais lideranças coordenava o tráfico de drogas a cerca de 2,8 mil quilômetros de distância, a partir de Maceió (AL).
De acordo com o comandante do Comando de Missões Especiais (CME), coronel Alexandre Lopes Dias, o sucesso da operação foi resultado de um trabalho integrado entre as forças de segurança, com forte atuação de inteligência. Onze pessoas foram presas e uma morreu em confronto.
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“O trabalho conjunto entre Polícia Militar e Polícia Civil foi fundamental. Tivemos equipes atuando aqui em Curitiba e também em Maceió, onde foi localizada uma das lideranças dessa organização criminosa”, destacou.
A ação mobilizou unidades especializadas da PM, como o Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone), o Batalhão de Choque e a Companhia de Operações com Cães, além de equipes da Polícia Civil do Paraná.
Segundo o comandante, um dos suspeitos reagiu à abordagem e acabou morto. Ele era apontado como gerente operacional do tráfico na região, com atuação direta na distribuição de drogas.
Ainda conforme a PM, o grupo criminoso estava envolvido em disputas armadas com facções rivais, o que vinha aumentando a sensação de insegurança não apenas no bairro, mas também em outras regiões de Curitiba e da Região Metropolitana.
Com as prisões e o enfraquecimento da estrutura da organização, a expectativa das forças de segurança é reduzir os índices de criminalidade.
“Desarticulamos uma quadrilha que vinha aterrorizando a população. Agora vamos reforçar o policiamento no Parolin e entorno para garantir mais segurança aos moradores”, afirmou o coronel.
A operação é considerada um marco no combate ao crime organizado no estado, especialmente por atingir não só os executores locais, mas também o núcleo de comando da organização, que atuava fora do Paraná.