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“Melhores escolas e mansão”, diz delegado sobre líder do tráfico no Parolin preso em Maceió

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o fluxo financeiro se intensificou após a transferência de uma das lideranças para Maceió (AL), de onde ele passou a comandar as atividades criminosas remotamente
Mansão em que um dos suspeitos foi preso (Foto: Divulgação PCPR)
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o fluxo financeiro se intensificou após a transferência de uma das lideranças para Maceió (AL), de onde ele passou a comandar as atividades criminosas remotamente

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

24/04/26
às
11:52

- Atualizado há 16 segundos

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A investigação que levou à megaoperação contra o tráfico no bairro Parolin, em Curitiba, revelou um padrão de vida de luxo mantido por lideranças criminosas que atuavam à distância, direto de Maceió, capital do Alagoas. Segundo o delegado da Denarc, Ricardo Casanova, o grupo movimentou cerca de R$ 30 milhões entre 2018 e junho de 2025.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o fluxo financeiro se intensificou após a transferência de uma das lideranças para Maceió (AL), de onde o homem, conhecido como “Rajada”, passou a comandar as atividades criminosas remotamente.

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As investigações apontam que o dinheiro do tráfico era inserido no sistema financeiro por meio de depósitos fracionados, prática utilizada para evitar a identificação pelas autoridades. Em seguida, os valores eram pulverizados em diversas contas até chegar a familiares, especialmente às esposas dos líderes.

Conforme o delegado, os envolvidos não atuavam apenas como “laranjas”, mas sim como integrantes da organização criminosa, com histórico no tráfico e participação direta na movimentação dos recursos.

O padrão de vida das lideranças chamou a atenção dos investigadores. “Os filhos estudavam em escolas com certificação internacional, com mensalidades pagas antecipadamente. A residência onde um dos líderes foi preso tinha o aluguel quitado por um ano”, destacou Casanova.

Suspeitos levavam vida de luxo (Foto: PCPR)

Ainda segundo a apuração, os investigados mantinham uma vida extremamente confortável, com carros de alto padrão e imóveis de luxo, incluindo uma casa avaliada em cerca de R$ 3,5 milhões, mesmo sem possuir atividade profissional lícita.

Outro ponto relevante é a situação judicial de uma das lideranças. “Ele cumpria pena em regime semiaberto no Paraná, mas alegou ameaças e conseguiu transferência da execução penal para Maceió. Sem vagas no sistema prisional local, passou a cumprir prisão domiciliar, o que facilitou o comando remoto do esquema criminoso.

Além disso, o grupo utilizava empresas de fachada para dissimular a origem do dinheiro ilícito. Uma delas, localizada no próprio Parolin, era considerada de pequeno porte, mas movimentou valores expressivos ao longo dos anos.

A operação policial teve como foco não apenas as prisões, mas também o bloqueio de bens e o enfraquecimento financeiro da organização criminosa. “Ao todo, entre 2018 e janeiro de 2025, foram movimentados R$ 30 milhões”, concluiu o delegado.

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