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Megaoperação toma conta do Parolin, prende 11 e deixa um morto em Curitiba

A ofensiva é coordenada pela Polícia Civil do Paraná em conjunto com a Polícia Militar do Paraná e tem como alvo uma organização criminosa suspeita de envolvimento com homicídios, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
(Foto: Reprodução)
A ofensiva é coordenada pela Polícia Civil do Paraná em conjunto com a Polícia Militar do Paraná e tem como alvo uma organização criminosa suspeita de envolvimento com homicídios, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

Redação Nosso Dia

24/04/26
às
7:34

- Atualizado há 19 segundos

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Uma grande operação policial mobilizou equipes desde as primeiras horas desta sexta-feira (24) no bairro Parolin, em Curitiba. A ação, que também teve desdobramentos em outros estados, terminou com 11 pessoas presas e um suspeito morto após confronto armado.

A ofensiva é coordenada pela Polícia Civil do Paraná em conjunto com a Polícia Militar do Paraná e tem como alvo uma organização criminosa suspeita de envolvimento com homicídios, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

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Ao todo, foram expedidos 13 mandados de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão e 13 ordens judiciais de bloqueio e sequestro de bens. Cerca de 150 policiais participaram da operação, que contou com apoio de helicópteros e cães farejadores. Mandados também foram cumpridos em Itapema (SC) e Maceió (AL), com apoio das forças de segurança locais.

Além das prisões, houve apreensão de grande quantidade de dinheiro em espécie durante as diligências.

As investigações tiveram início em junho de 2025 e apontaram que o grupo consolidou domínio territorial no Parolin após confrontos com facções rivais. Segundo a polícia, imóveis da região eram utilizados como depósitos de drogas e armas, além de servirem como base operacional da organização.

De acordo com o delegado Ricardo Casanova, a estrutura criminosa era comandada à distância por lideranças que estariam fora do estado. “O afastamento geográfico servia como uma forma de manter o controle das atividades ilícitas, com a execução das ordens sendo feita por integrantes que atuavam diretamente no bairro”, explicou.

A investigação também revelou um esquema estruturado de lavagem de dinheiro, com uso de familiares e empresas de fachada. Os valores, oriundos do tráfico, eram movimentados por meio de depósitos fracionados e transferências entre contas para dificultar o rastreamento.

Segundo o coronel Alexandre Lopes Dias, a integração entre as forças de segurança foi fundamental para o resultado da operação. “A cooperação entre as equipes é essencial para aumentar a efetividade das ações e combater o crime organizado”, afirmou.

Ainda conforme a apuração, o grupo tem ligação com homicídios registrados em Curitiba e na Região Metropolitana. Um dos casos investigados é o duplo assassinato ocorrido em março deste ano, em Almirante Tamandaré.

A operação segue em andamento e tem como foco não apenas a repressão direta, mas também o enfraquecimento financeiro da organização criminosa.

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