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Pimentel vai a Brasília e cobra ministro para retirada de trens de carga da área urbana de Curitiba

A mobilização ocorre dias depois de o Portal Nosso Dia questionar o Ministério dos Transportes sobre a ausência de Curitiba na proposta inicial da concessão
Foto: Chico Camargo/ CMC
A mobilização ocorre dias depois de o Portal Nosso Dia questionar o Ministério dos Transportes sobre a ausência de Curitiba na proposta inicial da concessão

Redação*

16/07/26
às
15:28

- Atualizado há 22 segundos

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O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, esteve em Brasília nesta quinta-feira (16) durante a primeira audiência pública da concessão da Malha Sul para reforçar o pedido de retirada dos trens de carga da área urbana da capital durante a primeira audiência pública da nova concessão da Malha Sul. Após o encontro com o ministro dos Transportes, George Santoro, a Prefeitura apresentou oficialmente a proposta de inclusão do contorno ferroviário e dos ramais Leste e Oeste no novo contrato de concessão.

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A mobilização ocorre dias depois de o Portal Nosso Dia questionar o Ministério dos Transportes sobre a ausência de Curitiba na proposta inicial da concessão. Na ocasião, o ministro George Santoro afirmou ao Nosso Dia que a capital paranaense não havia sido excluída do projeto e garantiu que a demanda seria incorporada durante a fase de ajustes.

“Curitiba não ficou de fora. O projeto está lá, mas não está inicialmente o contorno rodoferroviário porque a cidade está crescendo. Se eu tivesse um projeto de dez anos atrás, a área urbana já aumentou”, disse o ministro ao Nosso Dia. Segundo Santoro, o projeto ainda está em consulta pública e receberá adequações antes da publicação do edital.

Na audiência desta quinta-feira, Eduardo Pimentel defendeu a inclusão definitiva da obra na concessão. Segundo o prefeito, Curitiba já possui estudos técnicos que comprovam os benefícios da retirada dos trens de carga do perímetro urbano.

“Curitiba tem um Estudo de Viabilidade Técnica Ambiental que já demonstra os ganhos com a retirada do trem de carga do meio da cidade. E um estudo do Ippuc também indica o planejamento da reestruturação urbana nas áreas remanescentes dos trilhos no futuro”, afirmou.

Atualmente, a ferrovia corta 40,7 quilômetros de Curitiba, atravessa 21 bairros e possui 51 passagens em nível, impactando diretamente a mobilidade urbana e a segurança viária. Dados da ANTT apontam que a capital registrou 433 acidentes ferroviários entre 2005 e 2025, o maior número do país.

Após a reunião com o ministro, Pimentel avaliou positivamente a receptividade do governo federal e afirmou que a mobilização continuará nas próximas etapas da consulta pública. “O ministro nos recebeu e discutimos essa retirada. É um pedido histórico da nossa cidade, para a entrada dessa obrigação na próxima concessão dos 30 anos. Agora vamos continuar. Teremos audiência pública no dia 27 de julho para conquistar essa demanda histórica”, declarou.

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