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Mais de 7 mil solicitações relacionadas à limpeza de terrenos, calçadas e locais com risco de proliferação do mosquito da dengue e de sujeira de uma forma geral foram registradas em Curitiba apenas nos seis primeiros meses de 2026. Os dados da Prefeitura chamam a atenção para um problema recorrente na cidade e foram pedidos pelo Portal Nosso Dia após uma moradora do bairro Guaíra denunciar a situação de um terreno abandonado, onde há sujeira e constante presença de pessoas em situação de rua. Ao todo, mais de mil multas já foram aplicadas no primeiro semestre deste ano.
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O caso que chegou ao Portal Nosso Dia ocorre na Rua Alagoas. Segundo a Secretaria Municipal do Urbanismo, o proprietário do imóvel já havia sido notificado anteriormente, mas não cumpriu as determinações de limpeza, manutenção da calçada e adequação da vedação do terreno.
De acordo com a prefeitura, uma nova fiscalização constatou que o local continua em situação irregular. O proprietário foi novamente notificado para realizar a limpeza do terreno, da calçada e reforçar o fechamento da área, já que a cerca existente permite o acesso ao interior do imóvel, onde há uma edificação sem uso. Além disso, ele será multado por descumprir as notificações anteriores.
Números gerais
O valor da multa por terreno sujo em Curitiba é de R$ 33,62 por metro quadrado do lote. Os números do Serviço 156 mostram a dimensão do problema na capital. Entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 7.016 pedidos relacionados à limpeza de terrenos e passeios, além de ocorrências envolvendo condições favoráveis à proliferação de focos da dengue.
No mesmo período, a fiscalização municipal emitiu 5.071 notificações para que proprietários realizassem a limpeza e a roçada do mato. Como consequência do não cumprimento das determinações dentro do prazo, foram lavrados 1.069 autos de infração.
A Prefeitura explica que a quantidade de notificações e multas nem sempre corresponde ao número de protocolos registrados no 156. Isso acontece porque um mesmo imóvel pode gerar diversas reclamações ou porque alguns proprietários regularizam a situação antes da chegada da fiscalização.
Segundo o município, a prioridade das equipes é atender casos que representem risco à coletividade, especialmente aqueles que possam favorecer a proliferação do mosquito da dengue.