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Após a Prefeitura de Curitiba questionar a ausência do contorno ferroviário na proposta inicial da nova concessão da Malha Sul, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou nesta sexta-feira (12), ao ser questionado pelo Portal Nosso Dia, que a retirada dos trilhos de trem da área urbana da capital será incluída no projeto durante a fase de ajustes. O prefeito Eduardo Pimentel criticou publicamente Curitiba ter sido deixado de fora do início das consultas.
A manifestação ocorreu depois que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou os investimentos obrigatórios da concessão, que terá validade de 30 anos, sem prever inicialmente a construção de uma nova rota para retirar os trens de carga que atualmente cruzam a cidade.
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Segundo Santoro, a demanda de Curitiba não foi descartada e será incorporada ao projeto que está em consulta pública. “Curitiba não ficou de fora. O projeto está lá, mas não está inicialmente o contorno rodoferroviário porque a cidade está crescendo. Se eu tivesse um projeto de dez anos atrás, a área urbana já aumentou”, afirmou o ministro.
Ele explicou que o traçado precisa ser atualizado para acompanhar a expansão urbana da capital e garantiu que os investimentos necessários serão incluídos antes da publicação do edital. “Estamos na fase de ajuste do projeto e vamos incluir a demanda de Curitiba. Vamos colocar o investimento a ser feito. Vai estar dentro do projeto, pode ficar tranquilo”, disse.
Assista ao vídeo:
A previsão do Ministério dos Transportes é publicar o edital da concessão até dezembro deste ano. O leilão deve ser realizado entre o primeiro trimestre e abril de 2027.
Cobrança
A cobrança pela inclusão do contorno ferroviário foi feita pela Prefeitura de Curitiba. Durante encontro com o ministro, o secretário municipal de Governo, Marcelo Fachinello, afirmou que o prefeito Eduardo Pimentel vem discutindo o tema com a ANTT desde o início da gestão.
“São 37 quilômetros de trilhos dentro da cidade e 45 pontos de interseção. O prefeito tem feito essa conversa com a ANTT para que, quando se discutir a retirada da malha ferroviária de Curitiba, isso esteja previsto nesta nova concessão”, afirmou.
Segundo Fachinello, a preocupação surgiu após a divulgação das audiências públicas sem a previsão explícita da retirada dos trilhos.
“Agora começam as consultas públicas e temos que deixar explícita a vontade da retirada dos trilhos da cidade. Não podemos mais admitir que essa nova concessão de 30 anos não contemple isso”, declarou.
O secretário também destacou que solicitou ao ministro que a futura retirada da linha férrea esteja vinculada ao novo contrato de concessão.
“Quando essa retirada for discutida, ela precisa estar dentro deste processo de concessão, para que os trens passem por um contorno e saiam da cidade de Curitiba”, completou.
A retirada dos trens de carga da área urbana é uma reivindicação antiga da capital paranaense. Atualmente, a ferrovia corta aproximadamente 37 quilômetros de Curitiba e possui 45 cruzamentos com ruas e avenidas, impactando a mobilidade urbana e gerando discussões sobre segurança e desenvolvimento da cidade. Muitos acidentes acontecem na capital nestes cruzamentos.