
- Atualizado há 2 anos
Defendendo pautas conservadoras para Curitiba, o PMB (Partido da Mulher Brasileira) de Cristina Graeml está no campo progressista em São Paulo. O partido está na chapa do candidato Guilherme Boulos (PSOL) para a prefeitura municipal, ao lado do PT (Partido dos Trabalhadores), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cristina disputa o 2° turno em Curitiba com o vice-prefeito Eduardo Pimentel (PSD).
Eleitores de Cristina afirmam que uma das justificativas para se votar nela é que Pimentel faz parte do PSD, partido de Centro de Giberto Kassab, porém o partido da candidata vive situação contráditória. Isso, inclusive, foi lembrado pelo 2° vereador mais votado de Curitiba, Guilherme Kilter, ao defender o voto em Pimentel.
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“Se partido determinasse a ideologia, Cristina também seria de esquerda. O PMB (Partido da Mulher Brasileira) apoiou Fernando Haddad em 2018 e está com Boulos agora em São Paulo”, disse o vereador eleito.
Outra polêmica que veio à tona ontem é a filiação por mais de um ano do vice de Cristina, Jairo Aparecido Ferreira Filho (PMB), ao Partido Comunista do Brasil (PC do B). Na campanha, ela se apresenta por várias vezes como a única candidata de direita e busca afastar qualquer aproximação com o outro espectro político. Inclusive, aponta ter o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), embora o partido dele tenha um vice, Paulo Martins (PL), na chapa de Eduardo Pimentel (PSD).
Além da filiação ao PC do B, o documento aponta que Jairo já foi filiado ao PSDB por dois períodos, entre 2003 e 2019. Além disso, também esteve no Partido Novo, entre 2019 e 2023, e no Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre 24 de junho de 2023 a 6 de abril de 2024.
Durante a campanha, Cristina afirmou que a filiação ao PMB se deu porque outros partidos não a aceitaram.