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Caso Daniel: Justiça aceita pedido para que Allana Brittes recorra da condenação em liberdade

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (22), dois dias depois da jovem ser condenada no júri popular do assassinato do jogador Daniel Corrêa Freitas
A decisão foi tomada nesta sexta-feira (22), dois dias depois da jovem ser condenada no júri popular do assassinato do jogador Daniel Corrêa Freitas

Redação Nosso Dia

22/03/24
às
18:44

- Atualizado há 2 anos

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O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) aceitou, na tarde desta sexta-feira (22), pedido da defesa de Allana Brittes para que ela recorra em liberdade da condenação de seis anos e cinco meses de prisão em regime fechado. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (22), dois dias depois da jovem ser condenada no júri popular do assassinato do jogador Daniel Corrêa Freitas.

Allana foi condenada por fraude processual, corrupção de menores e coação durante as investigações do crime. O pai dela, Edison Brittes, foi condenado a 42 anos, 5 meses e 24 dias de prisão, pelo homicídio triplamente qualificado e outros crimes.

Além das penas da pai e filha, determinadas nesta quarta-feira (20) após decisão dos sete jurados do Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, a mãe e esposa Cristiana Brittes foi condenada a seis meses de detenção e um ano de reclusão, em regime aberto. (Confira abaixo aos detalhes das decisões do júri para os sete réus)

A defesa da família Brittes, representada pelo escritório do advogado Elias Mattar Assad, afirmou logo após que recorreria da decisão do Tribunal do Júri e da determinação de prisão de Allana.

“A defesa da família Brittes informa que vai recorrer, com a finalidade de anular o júri, diante diversas nulidades ocorridas no curso do julgamento e, alternativamente, para revisão do cálculo da pena aplicada ao acusado Édison Brittes. Dos cinco acusados pelo homicídio, quatro foram absolvidos. Quanto a pena aplicada para Alana Brittes, além de exagerada, não autorizaria prisão”, diz a nota divulgada pela defesa.

No mesmo julgamento, eram outros seis réus, confira as penas para todos os envolvidos:

Edson Brittes:

42 anos, 5 meses e 25 dias de prisão em regime fechado e dois anos um mês e oito dias em regime aberto pelos seguintes crimes: Homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vitima); ocultação de cadáver; fraude processual; corrupção de menores e coação ao curso do processo.

Cristiana Rodrigues Brittes:

Condenada por fraude processual e corrupção de menores: pena de seis meses de detenção e um ano de reclusão (regime aberto). Absolvida de homicídio qualificado e coação no curso de processo.

Allana Emilly Brittes:

Condenada por fraude processual, corrupção de menores e coação do curso do processo: pena de seis anos, cinco meses e seis dias de reclusão (regime fechado). Foi determinada a prisão dela.

Evellyn Brisola Perusso:

Absolvida da acusação de fraude processual.

David Willian Vollero Silva:

Absolvido do crime de homicídio, fraude processual e ocultação de cadáver.

Ygor King

Absolvido do crime de homicídio, fraude processual e ocultação de cadáver;

Eduardo Henrique Ribeiro da Silva

Absolvido do crime de homicídio, fraude processual e ocultação de cadáver.

O crime

Daniel foi agredido na casa dos Brittes, colocado no porta-malas de um carro e levado até a zona rural de São José dos Pinhais, onde foi degolado e teve o órgão genital cortado. Brittes confessou o crime e alegou forte emoção, por ter encontrado Daniel no quarto da esposa.

Antes de ser agredido, o jogador enviou uma foto deitado ao lado de Cristiana para um amigo. Segundo a Polícia Civil, não foi configurado que houve estupro por parte do jogador. Os envolvidos no crime, dois dias após o assassinato, se reuniram em um shopping em São José dos Pinhais para coagir testemunhas.

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