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Nesta segunda-feira (27), a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) sinalizou que o Legislativo avalizará a operação imobiliária de R$ 38 milhões da qual o Executivo depende para viabilizar o novo parque Colinas do Abranches. Hoje, na votação em primeiro turno, foram 25 votos favoráveis à proposta da Prefeitura de Curitiba, que agora só depende de novo resultado positivo, em segunda discussão, nesta terça (28), para ser efetivada na capital do Paraná. Apenas Professora Josete (PT), Angelo Vanhoni (PT), Giorgia Prates – Mandata Preta (PT), Dalton Borba (PDT) e Professor Euler (MDB) se abstiveram, em protesto à tramitação em regime de urgência.
Para viabilizar a área que receberá o novo parque Colinas do Abranches, a Prefeitura de Curitiba propôs a permuta de 27 lotes públicos, de metragem reduzida, por dois grandes terrenos da empresa IVC Empreendimentos Imobiliários. A ideia é usar as áreas da empresa, de 87 mil m², para criar um espaço que, além de área de lazer, sirva de contenção natural para as chuvas, prevenindo enchentes em toda a cidade e mitigando o assoreamento do lago do Parque São Lourenço. O maior lote foi orçado em R$ 28,276 milhões e tem 58.903,03 m² de área, enquanto o outro tem 28.349,19 m² e custará R$ 10,027 milhões.
“O objetivo é dar continuidade à revitalização da bacia hidrográfica do rio Belém, mantendo a decisão de implantar soluções para as enchentes baseadas na natureza”, argumentou o líder do governo, Tico Kuzma (PSD).
Na semana passada, ele organizou uma reunião técnica na CMC, com técnicos das secretarias municipais de Administração (SMAP) e de Meio Ambiente (SMMA), quando o projeto do parque Colinas do Abranches foi apresentado em detalhe. “O projeto não começou de hoje, vem desde 2010 o planejamento para a bacia do rio Belém”, justificou o vereador, defendendo que a iniciativa tem “interesse público, importância e urgência”.
*Com informações da CMC