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O vereador de Curitiba Lórens Nogueira (PP) divulgou um novo vídeo nas redes sociais, nesta quinta-feira (11), em que volta a se defender das acusações investigadas pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) e afirma confiar que conseguirá provar sua inocência. Ainda deixou um recado aos vereadores de Curitiba: “Hoje sou eu, amanhã poderia ser outro”, afirmou. (Assista ao vídeo mais abaixo)
A manifestação ocorre poucos dias após o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) receber a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), tornando o parlamentar réu pelo crime de concussão. O Ministério Público também pediu o afastamento cautelar de Lórens do cargo, pedido que ainda aguarda decisão judicial após manifestação da defesa.
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No vídeo, o vereador relembra a Operação Déjà-Vu, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a servidores e pessoas próximas ao seu gabinete. “Naquele momento eu vim até aqui e falei com vocês de frente. Disse que confiava na Justiça e que a verdade apareceria com o tempo”, afirmou.
Segundo Lórens, a investigação atingiu diversas pessoas que, até o momento, não foram denunciadas pelo Ministério Público. “Foram 13 mandados de busca e apreensão. A casa de vários servidores foi vasculhada. Gente trabalhadora teve a vida revirada. Acusações pesadas surgiram no meio de uma operação com nomes, holofotes e vazamentos para a imprensa”, declarou.
O vereador argumentou que, após o avanço das investigações, apenas ele acabou denunciado formalmente. “De toda aquela estrutura mobilizada contra tanta gente, restou apenas uma acusação contra mim. Nenhuma outra pessoa que sofreu com tudo isso foi denunciada”, disse.
Defesa e críticas à investigação
Na gravação, Lórens também criticou a rapidez com que a denúncia foi apresentada e afirmou que o caso estaria baseado em um número limitado de depoimentos. “Pouco mais de duas semanas após a operação, a denúncia já estava pronta, baseada no relato de uma única pessoa, no depoimento da mãe dela e em um vídeo”, afirmou.
Assista ao vídeo:
O parlamentar destacou ainda que pedidos de prisão apresentados durante a investigação foram negados pela Justiça. “No meio disso tudo, pediram a minha prisão duas vezes e a Justiça negou, reconhecendo de forma clara que não tem na minha conduta nada que justifique uma prisão”, declarou.
Lórens também ressaltou que prestou esclarecimentos às autoridades durante as investigações. “Eu poderia ter permanecido em silêncio diante da promotora. Era um direito meu, mas eu colaborei. Respondi a tudo de frente, porque quem não tem o que esconder, não se esconde”, afirmou.
Recado aos vereadores
Em um dos trechos mais fortes do vídeo, o vereador dirigiu-se aos colegas parlamentares e afirmou que situações semelhantes poderiam atingir qualquer integrante da Câmara Municipal. “Eu confio principalmente nos colegas vereadores, porque essa injustiça que hoje recai sobre mim poderia recair sobre qualquer um. Hoje sou eu, amanhã poderia ser outro”, disse.
O parlamentar também afirmou que continuará exercendo o mandato enquanto aguarda o andamento dos processos judicial e político-administrativo. “Eu não vou desistir. Vou continuar trabalhando por Curitiba de cabeça erguida. Quanto mais tentarem me derrubar, mais firme eu permanecerei de pé”, declarou.
Comissão Processante segue na Câmara
Além da ação penal que tramita na Justiça, Lórens também é alvo de uma Comissão Processante instaurada pela Câmara Municipal de Curitiba.
O colegiado foi criado após aprovação por 35 votos favoráveis e um contrário no plenário. A comissão é presidida pelo vereador Serginho do Posto, tem Da Costa como relator e Meri Martins como integrante.
O grupo analisa a denúncia apresentada pela bancada do Novo com base nas investigações do Gaeco e poderá recomendar o arquivamento do caso ou a continuidade do processo, que pode culminar na cassação do mandato do parlamentar.