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Boulos afirma que famílias de Curitiba foram ‘jogadas’ nas ruas; Prefeitura diz que recusaram ajuda

Na postagem, feita no microblog Twitter, o coordenador do MTST acusou a Prefeitura de Curitiba de se recusar a ajudar as famílias retiradas de terreno particular nesta quarta-feira
Na postagem, feita no microblog Twitter, o coordenador do MTST acusou a Prefeitura de Curitiba de se recusar a ajudar as famílias retiradas de terreno particular nesta quarta-feira

Luiz Henrique de Oliveira

11/01/23
às
7:03

- Atualizado há 3 anos

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O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e deputado estadual por São Paulo, Guilherme Bolos, afirmou, na tarde desta terça-feira, que cerca de 50 pessoas despejadas na reintegração de posse realizada no bairro Campo de Santana, em Curitiba, não tiveram abrigo fornecido pela Prefeitura de Curitiba. Por meio de nota, a administração municipal garantiu que ofereceu local para as famílias ficarem por meio da FAS (Fundação de Ação Social), mas que elas recusaram.

Reintegração de posse em Curitiba (Foto: Colaboração)

Na postagem, feita no microblog Twitter, Boulos acusou a Prefeitura de Curitiba de se recusar a ajudar as famílias. “ABSURDO! Prefeitura de Curitiba se recusa a fornecer abrigo para as famílias que foram despejadas hoje na Ocupação Povo Sem Medo. Cerca de 50 pessoas, incluindo crianças, continuam na rua, sem ter para onde ir”, disse o coordenador do MTST,

Por sua vez, ao ser questionada pelo Portal Nosso Dia, a administração municipal garantiu que fornece abrigo as famílias, o que foi recusado. “Até o fim da tarde, a FAS prestou atendimento a 95 famílias que estavam no local, mas apenas uma família aceitou ser encaminhada para uma unidade de acolhimento parceira do município. As demais optaram por ir para casa de parentes ou retornar às cidades de origem com apoio da empresa proprietária do terreno”, informou a Prefeitura de Curitiba, por meio de nota.

Guilherme Boulos (Foto: Reprodução)

Reintegração de posse

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) cumpriu uma decisão judicial, na manhã de terça-feira (10), para a desocupação do terreno particular . São cerca de 150 famílias que estavam instaladas no espaço, que é de posse da construtora Piemonte.

Segundo Mariana Kauchakje, que faz parte da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), é uma decisão que prejudica inúmeras famílias, que agora ficam sem ter para onde ir.

“O sentimento nosso hoje é de revolta e injustiça, porque as pessoas não tem para onde ir e aqui é um terreno parado há mais de 30 anos. Manter essas pessoas aqui, até que tivessem uma moradia digna, não mudaria nada. O direito à moradia destas pessoas está sendo descumprido”, lamentou Mariana, em entrevista ao Portal Nosso Dia.

Defensoria Pública diz que reintegração de posse é irregular

A Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR), por meio do Núcleo Itinerante das Questões Fundiárias e Urbanísticas, pediu à 24ª Vara Cível de Curitiba que a Polícia Militar do Paraná (PM-PR) interrompa suas atividades na ocupação Povo Sem Medo, no bairro Campo do Santana, em Curitiba. De acordo com o Defensoria, a reintegração ocorreu de maneira ilegal, já que o órgão não foi intimado de seu cumprimento, conforme determina o Código de Processo Civil.

Durante a reintegração, o jornalista do Brasil de Fato Paraná, Pedro Carrano, foi detido pela Polícia Militar(PM). A alegação é que ele foi preso por estar fora do perímetro permitido para a imprensa, tendo o celular apreendido

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