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Vídeo mostra fios atingindo trio elétrico em que DJ caiu; PCPR diz que empresa sabia dos riscos

Quatro pessoas foram indicadas no caso por homicídio doloso, quando se assume o risco de matar
Quatro pessoas foram indicadas no caso por homicídio doloso, quando se assume o risco de matar

Redação

30/01/23
às
18:36

- Atualizado há 3 anos

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Um vídeo divulgado pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (30), mostra o exato momento em que o trio elétrico, segundo as investigações acima da altura permitida, enrosca na fiação. Pelo corte da câmera, não é possível ver o momento em que a DJ Laurize Oliveira e Ferreira, de 43 anos, cai e morre no acidente. Quatro pessoas foram indiciadas no caso por homicídio doloso, quando se assume o risco de matar.

O choque do fio com o trio acontece no final do vídeo; a queda da DJ não aparece

O acidente aconteceu no dia 15 de novembro, durante a parada da Diversidade, no bairro Centro Cívico, em Curitiba. A vítima estava tocando como DJ no trio elétrico quando fios de telefonia bateram no caminhão e ocasionaram a queda da mulher.

Os indiciados são da empresa de eventos, inclusive a proprietária, além do motorista do caminhão. Durante as investigações de alta complexidade, a PCPR realizou diversas diligências, como oitivas de 26 testemunhas e análise das imagens de câmeras de segurança da região. Após apuração dos fatos, foi constatado que o trio elétrico possuía uma altura superior à permitida pela legislação e não era autorizado o tráfego durante o evento.

(Foto: Reprodução)

Conforme a delegada da PCPR Camila Cecconello, a empresa responsável estava ciente dos fatos e dois colaboradores teriam contratado auxiliares para erguerem os cabos que iriam passar pelo caminhão. Eles não tiveram treinamento e não contavam com equipamentos de segurança. Na ocasião, assim que a fiação aproximou da área que a vítima estava, o caminhão continuou fazendo a curva e um dos rapazes não conseguiu ter força para levantar os cabos, atingindo a estrutura do trio e ocasionando a queda da vítima.

A PCPR também apurou que o motorista assumiu o risco de causar lesões a terceiros no momento em que aceitou conduzir um veículo com altura e dimensões superiores às permitidas, com pessoas em cima e passando sob fiações. “Ele alegou que devido ao tamanho do trio e por não ter visão nos retrovisores, não era possível visualizar o que estava acontecendo na parte traseira. Além disso, estava dirigindo com o tacógrafo vencido, o que impediu a averiguação da velocidade”, ressalta a delegada.

CONCLUSÃO

Foram indiciados os dois colaboradores e a proprietária da empresa, além do motorista do trio elétrico. Todos responderão por homicídio doloso, visto que agiram em desacordo com as normas e assumiram o risco de matar.

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