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Curitiba /
SEGURANÇA

Quatro são indiciados por homicídio por morte de DJ que caiu de trio elétrico na Parada da Diversidade

Os indiciados são da empresa de eventos responsável pelo trio elétrico, inclusive a proprietária, além do motorista do caminhão
Os indiciados são da empresa de eventos responsável pelo trio elétrico, inclusive a proprietária, além do motorista do caminhão

Redação Nosso Dia

30/01/23
às
18:00

- Atualizado há 3 anos

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Quatro pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) por homicídio doloso, quando se assume o risco de matar, pela morte da famosa DJ Laurize Oliveira e Ferreira, de 43 anos, ocorrido no dia 15 de novembro, durante a parada da Diversidade, no bairro Centro Cívico, em Curitiba. A vítima estava tocando como DJ em um trio elétrico quando fios de telefonia bateram no caminhão e ocasionaram a queda da mulher.

DJ Laurize morreu no dia 15 de dezembro (Foto: Reprodução)

Os indiciados são da empresa de eventos responsável pelo trio elétrico, inclusive a proprietária, além do motorista do caminhão. Durante as investigações de alta complexidade, a PCPR realizou diversas diligências, como oitivas de 26 testemunhas e análise das imagens de câmeras de segurança da região. Após apuração dos fatos, foi constatado que o trio elétrico possuía uma altura superior à permitida pela legislação e não era autorizado o tráfego durante o evento.

Conforme a delegada da PCPR Camila Cecconello, a empresa responsável estava ciente dos fatos e dois colaboradores teriam contratado auxiliares para erguerem os cabos que iriam passar pelo caminhão. Eles não tiveram treinamento e não contavam com equipamentos de segurança. Na ocasião, assim que a fiação aproximou da área que a vítima estava, o caminhão continuou fazendo a curva e um dos rapazes não conseguiu ter força para levantar os cabos, atingindo a estrutura do trio e ocasionando a queda da vítima.

A PCPR também apurou que o motorista assumiu o risco de causar lesões a terceiros no momento em que aceitou conduzir um veículo com altura e dimensões superiores às permitidas, com pessoas em cima e passando sob fiações. “Ele alegou que devido ao tamanho do trio e por não ter visão nos retrovisores, não era possível visualizar o que estava acontecendo na parte traseira. Além disso, estava dirigindo com o tacógrafo vencido, o que impediu a averiguação da velocidade”, ressalta a delegada.

CONCLUSÃO

Foram indiciados os dois colaboradores e a proprietária da empresa, além do motorista do trio elétrico. Todos responderão por homicídio doloso, visto que agiram em desacordo com as normas e assumiram o risco de matar.

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